Rapidamente,
ele ajustou o cinto de segurança e pediu: Será que pode ir mais devagar?
Demi não se dignou a responder, mantinha as duas
mãos no volante e os olhos fixos na estrada. A expressão enfurecida
que pairava nas feições que em outras circunstâncias eram tão belas o deixaram
preocupado.
— Céus, Demi, se continuar a correr
assim vai acabar nos matando.
— Relaxe, Joe. Apenas os bons morrem cedo — gracejou
ela, lançando-lhe um olhar fulminante. — Portanto, um bad
boy como
você não tem com o que se preocupar.
— Essa história outra vez, não! —
irritou-se Joe. — Qual é o seu problema, afinal? Disse que discutiríamos o assunto
quando eu entrasse no carro, agora vá em frente e conte-me por que age de
maneira tão insana quando estou por perto.
— Não
temos nada a discutir.
— Ah, sim, temos. Só alguém
completamente fora de si agiria como você está agindo comigo.
Em resposta ao comentário. Demi pisou ainda mais
fundo no acelerador.
— Certo, certo — Joe sucumbiu.
Nunca gostara muito de velocidade. Ficava apavorado ao ver os outros carros e a
paisagem passarem ao longo da janela como se fossem meras manchas escuras e
disformes. — Podemos esquecer toda essa discussão sem sentido se você parar com
essa história de bad boy, garanhão e Mr.
Playboy que
inventou desde o início. Eu não sou assim. Esse é um personagem que a mídia
criou para vender mais jornais e revistas sensacionalistas, só isso.
— Ah, claro, falou o Sr. Joe, o Lobo, Jonas.
— Para sua informação — Joe começou
a dizer —, ganhei o apelido de Joe, o Lobo, quando fiz um número recorde de
pontos em meu primeiro campeonato na Liga Nacional de Beisebol e recebi o
prêmio de Atleta Revelação do Ano.
— Não foi isso o que você disse
quando foi entrevistado por Bárbara Walters.
— Bárbara Walters?! — Joe estava
confuso. O que Bárbara Walters tinha a ver com tudo aquilo?!
Demi fez questão de lembrá-lo.
— Bem, em uma entrevista que deu a
Bárbara você disse que o chamavam de Joe, o Lobo, porque quando levava uma bela
garota para jantar não costumava devorar apenas a comida, mas sua acompanhante
também. Lembro-me de tê-lo ouvido dizer: "O jantar primeiro, a garota
depois". Fiquei enojada com sua atitude.
Joe não podia acreditar no que estava ouvindo.
— Que, diabos, quer dizer tudo
isso? Como pode pautar sua opinião a meu respeito em uma entrevista que dei
centenas de anos atrás?! — Ele meneou a cabeça, como se tentasse absorver a
história. — Escute, Demi, quando disse isso eu era jovem, imaturo e estava
tentando provar ao mundo que não me importava com o fato de minha esposa ter me
abandonado, ok? Mas se você está dizendo que essa frase infeliz que eu
pronunciei quase quinze anos atrás é a razão para seu comportamento insano,
então, além de dizer que sinto muito se a ofendi, não posso fazer mais nada
para mudar a situação, pois qualquer um com um pouco de discernimento veria que
um comentário desse estilo só pode vir de alguém que está tentando se
auto-afirmar e de um jovem inseguro e assustado.
Demi o fitou de soslaio, mas não disse nada. Estava
confusa e não sabia mais o que pensar. Assim, diminuiu a velocidade do carro e
os dez minutos que os separavam de Woodberry Park foram feitos no mais completo
silêncio. Quando parou diante da casa de Joe, que nem mesmo a encarou antes de
levar a mão à maçaneta e fazer menção de descer, ela acionou as travas
eletrônicas.
— O que foi agora? — ele perguntou,
suspirando e recostando a cabeça no banco do carro.
— Bem, deseja mesmo saber por que
fiquei tão zangada com você desde que nos conhecemos?
Próximo Capitulo.....
meninas se houverem bastantes comentários posto mais um ainda hoje !!