Historias

domingo, 14 de abril de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 16 parte 1


Rapidamente, ele ajustou o cinto de segurança e pediu: Será que pode ir mais devagar?
Demi não se dignou a responder, mantinha as duas mãos no volante e os olhos fixos na estrada. A expressão enfurecida que pairava nas feições que em outras circunstâncias eram tão belas o deixaram preocupado.
— Céus, Demi, se continuar a correr assim vai acabar nos matando.
— Relaxe, Joe. Apenas os bons morrem cedo — gracejou ela, lançando-lhe um olhar fulminante. — Portanto, um bad boy como você não tem com o que se preocupar.
— Essa história outra vez, não! — irritou-se Joe. — Qual é o seu problema, afinal? Disse que discutiríamos o assunto quando eu entrasse no carro, agora vá em frente e conte-me por que age de maneira tão insana quando estou por perto.
— Não
 temos nada a discutir.
— Ah, sim, temos. Só alguém completamente fora de si agiria como você está agindo comigo.
Em resposta ao comentário. Demi pisou ainda mais fundo no acelerador.
— Certo, certo — Joe sucumbiu. Nunca gostara muito de velocidade. Ficava apavorado ao ver os outros carros e a paisagem passarem ao longo da janela como se fossem meras manchas escuras e disformes. — Podemos esquecer toda essa discussão sem sentido se você parar com essa história de bad boy, garanhão e Mr. Playboy que inventou desde o início. Eu não sou assim. Esse é um personagem que a mídia criou para vender mais jornais e revistas sensacionalistas, só isso.
— Ah, claro, falou o Sr. Joe, o Lobo, Jonas.
— Para sua informação — Joe começou a dizer —, ganhei o apelido de Joe, o Lobo, quando fiz um número recorde de pontos em meu primeiro campeonato na Liga Nacional de Beisebol e recebi o prêmio de Atleta Revelação do Ano.
— Não foi isso o que você disse quando foi entrevistado por Bárbara Walters.
— Bárbara Walters?! — Joe estava confuso. O que Bárbara Walters tinha a ver com tudo aquilo?!
Demi fez questão de lembrá-lo.
— Bem, em uma entrevista que deu a Bárbara você disse que o chamavam de Joe, o Lobo, porque quando levava uma bela garota para jantar não costumava devorar apenas a comida, mas sua acompanhante também. Lembro-me de tê-lo ouvido dizer: "O jantar primeiro, a garota depois". Fiquei enojada com sua atitude.
Joe não podia acreditar no que estava ouvindo.
— Que, diabos, quer dizer tudo isso? Como pode pautar sua opinião a meu respeito em uma entrevista que dei centenas de anos atrás?! — Ele meneou a cabeça, como se tentasse absorver a história. — Escute, Demi, quando disse isso eu era jovem, imaturo e estava tentando provar ao mundo que não me importava com o fato de minha esposa ter me abandonado, ok? Mas se você está dizendo que essa frase infeliz que eu pronunciei quase quinze anos atrás é a razão para seu comportamento insano, então, além de dizer que sinto muito se a ofendi, não posso fazer mais nada para mudar a situação, pois qualquer um com um pouco de discernimento veria que um comentário desse estilo só pode vir de alguém que está tentando se auto-afirmar e de um jovem inseguro e assustado.
Demi o fitou de soslaio, mas não disse nada. Estava confusa e não sabia mais o que pensar. Assim, diminuiu a velocidade do carro e os dez minutos que os separavam de Woodberry Park foram feitos no mais completo silêncio. Quando parou diante da casa de Joe, que nem mesmo a encarou antes de levar a mão à maçaneta e fazer menção de descer, ela acionou as travas eletrônicas.
— O que foi agora? — ele perguntou, suspirando e recostando a cabeça no banco do carro.
— Bem, deseja mesmo saber por que fiquei tão zangada com você desde que nos conhecemos?

Próximo Capitulo.....
meninas se houverem bastantes comentários posto mais um ainda hoje !!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 15


Talvez, se fosse objetivo com Demi e perguntasse abertamente por que insistia em tratá-lo como inimigo quando mal se conheciam, pudessem resolver aquela situação insana criada entre eles. Afinal, Demi parecia ser exatamente o tipo de pessoa que prefere abordagens diretas a subterfúgios. Quanto mais pensava sobre isso, mais gostava da idéia.
No entanto, ao virar-se e ver que Demi o encarava com uma estranha expressão no olhar, Joe mudou de idéia a respeito da abordagem direta. Por enquanto, seria melhor ater-se a uma boa estratégia de defesa. Nada de ataque. Aquele não seria um jogo fácil.
— O que você precisa agora é descansar, Miley — a voz aguda de Selena ecoou pelo aposento. — E isso, pessoal, é a nossa deixa para sair de mansinho e permitir que mamãe e papai tenham um momento de privacidade com a pequena Lizzie.
Joe foi o primeiro a sair do quarto. Estava disposto a dar uma desculpa e pegar um táxi para voltar para casa, pois não queria correr o risco de ficar sozinho com Demi. No entanto, assim que chegaram ao estacionamento do hospital, Nick veio em seu socorro, dizendo:
— Não são nem onze horas ainda, pessoal. Que tal darmos uma volta e fazermos um brinde à nova moradora de Woodberry Park?
— Excelente idéia! — Robert foi o primeiro a concordar. — Afinal, todos os nossos filhos foram passar a noite na casa dos avós e essa é uma chance rara em que não precisamos nos preocupar com o horário de voltar para casa para liberar a babá.
Selena e Kristen também assentiram prontamente, felizes com a possibilidade de fazer algo diferente.
Joe agarrou-se à única oportunidade que tinha de evitar Demi e respondeu:
— Lamento, pessoal, mas acho que isso terá de ficar para outro dia. — Forjando um sorriso polido, virou-se para Demi. — Obrigado pela carona, pode se divertir com o grupo porque voltarei para casa de táxi.
Por um instante, ela o fuzilou com o olhar. Como Joe ousava acreditar que poderia se livrar tão facilmente de sua companhia? Trouxera-o ao hospital, provavelmente, contra a vontade dele, e o levaria para casa da mesma forma. Assim, tendo decidido isso, Demi simulou um inocente bocejo.
— Sinto muito, meninos, mas por mim também já basta por hoje. Estou louca para ir para a cama — declarou e começou a se afastar, ignorando o sorriso malicioso de Selena e o olhar espantado de Kristen. — Boa noite — falou, seguindo até o carro e erguendo o rosto para encarar Joe. — E, então, vem comigo, não é? Pelo que entendi, também deve estar louco para ir para a cama.
Sim, estou louco para ir para a cama... mas com você, Demi!, pensou Joe, sentindo-se como alguém que acaba de ganhar o primeiro prêmio da loteria, mas que, de repente, descobre que não poderá levá-lo para casa. Prometi a mim mesmo que seria um pai dedicado e amoroso e que manteria todas as mulheres bem longe do meu lar doce lar, portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer agora. Acho que está na hora de deixarmos as coisas bem claras entre nós. Demi Lovato.

— Vai entrar no carro, ou não? — Demi indagou ao vê-lo parar junto à porta do Mercedes e encará-la com expressão séria.
— Só entrarei depois que deixarmos algumas coisas bem claras entre nós — Joe falou, sabendo que se não o fizesse, perderia a última chance de ter um relacionamento normal com a bela srta. Lovato. — Não sei exatamente que bicho te mordeu e por que age de maneira tão estranha comigo. O que foi que fiz, afinal? Nós mal nos conhecemos e você age como se eu fosse seu pior inimigo?
Demi o fitou por sob as longas pestanas. Havia um brilho misterioso no fundo dos olhos azuis e ela parecia mais divertida com a pergunta do que intimidada. Isso, porém, foi só até que Selena gritou:
— Ei, está tudo bem com vocês?
As faces de pele aveludada enrubesceram instantaneamente.
— Vamos, entre, você está me embaraçando diante de meus amigos — falou ela entre os dentes.
— Ora, veja só, quem fala?! Você foi a primeira a me embaraçar diante de nossas vizinhas — lembrou-a Joe.
— Pensei que tivesse dito que não fica facilmente embaraçado.
— Ah, sim, mas isso era antes de conhecê-la.
Demi olhou de Joe para os outros dois casais parados ao lado da van de Joe, alguns metros adiante deles.
— Podemos, por favor, terminar essa discussão dentro do carro? — pediu, e dessa vez havia uma expressão de súplica em seu olhar. — Estou falando sério, Joe. Aqueles quatro virão diretamente para cá se não entrarmos no carro e dermos partida o mais rápido possível. Conheço Selena, ela deve estar especulando o motivo de ainda não termos partido e convencerá os outros de que devem intervir.
— Podem ir, está tudo bem, conosco — Joe gritou, indicando que os vizinhos podiam partir.
Selena ainda hesitou, mas Nick entendeu a mensagem e puxou a esposa pelo braço, obrigando-a a entrar no carro.
Joe suspirou e acomodou-se no interior do Mercedes, porém, não estava preparado quando Demi manobrou o veículo como se ele fosse uma espécie de batmóvel, e saiu a toda velocidade pela avenida que levava ao condomínio.

Próximo Capitulo....

beijokas obrigada por comentarem !!!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 14


Demi ergueu os olhos da revista que folheava assim que Liam entrou na sala de espera, gritando:
— Eu já sou papai. Miley acabou de ter o bebê.
Todos se levantaram no mesmo instante.
— Ah, não! — exclamou Selena. — Não é justo. Estamos esperando a menos de uma hora e Miley já teve o bebê? Como pode ser isso?! Sofri mais de quinze horas quando os gêmeos nasceram e para ela tudo acontece como se fosse em um passe de mágica?
— Pare de reclamar, Selena — recriminou-a Kristen, aproximando-se de Liam e o abraçando. — Parabéns, papai. Lizzie e Miley estão bem? Podemos vê-las agora?
Liam assentiu e, à medida que sinalizava para o grupo de amigos acompanhá-lo, falou sorrindo:
— Sinto muito, Selena, mas acho que a pequena Lizzie será tão impaciente e agitada quanto a mãe. O médico disse que, se tivéssemos esperado mais um pouco para chegar aqui, Miley teria dado à luz no carro. O pobre doutor cometeu o erro de dizer a minha doce esposa que ela poderia ter muitos filhos, pois era uma parideira nata. Imagine só a resposta educada que ouviu.
Todos riram enquanto entravam no elevador.
Joe, porém, ficou um pouco afastado dos demais.
Ora, se ele quer se isolar, por mim, tudo bem!, pensou Demi.
Afinal, quando voltassem a Woodberry Park seriam só os dois e aí, sim, Joe revelaria sua verdadeira natureza. Feliz consigo mesma. Demi o observou mais uma vez.
Joe parecia extremamente desconfortável, com as mãos no bolso e os olhos fixos no piso do elevador.
Foi nesse momento que a verdade a atingiu como um raio. Oh, céus, não!, gemeu, dando-se conta pela primeira vez de que Joe Jonas jamais pretendera ir até o hospital esperar o bebê de Miley e Liam nascer. Afinal, ele não os conhecia havia muito tempo. Quem correria no meio da noite até um hospital para esperar pelo nascimento da filha dos vizinhos que conhecia havia poucas semanas? Especialmente um homem. Que homem poderia ser tão sensível e gentil?

Joe esperou até que todos tivessem saído do elevador antes de segui-los pelo longo corredor da maternidade. Podia ouvir os sons de "uuhs" e "aahs" que as garotas emitiram ao ver o bebê pela primeira vez, mas não queria se aproximar como os demais e por isso tratou de ficar junto à porta de entrada. Só esperava que Miley e Liam não lhe perguntassem o que ele, um quase desconhecido, estava fazendo ali naquele momento tão íntimo de suas vidas.
— Bem-vinda ao mundo, Elizabeth Ann Homesworth. — A voz embargada de emoção de Kristen o trouxe de volta à realidade. — Lizzie é igualzinha a você, Miley!
— Sim, mas vamos esperar que ela tenha o temperamento de Liam, para o bem de todos nós — Selena gracejou. — Uma Miley em Woodberry Park já é mais do que suficiente.
De novo, todos riram.
— Deus fez uma única Miley — Liam murmurou, fitando esposa e filha com ternura. — E eu o agradeço por isso todos os dias de minha vida.
A declaração levou as mulheres a emitirem outros "uuhs" e "aahs". Joe afastou-se ainda mais, porém, Joe notou-lhe a reação e passou um dos braços em torno dos ombros dele, puxando-o para junto do grupo.
— Venha para cá, amigo. Você é um de nós, agora.
Um sorriso amarelo brincou nos lábios carnudos de Joe quando se viu empurrado para perto da cama onde mãe e recém-nascida estavam. De repente, mergulhou em um redemoinho de emoções. Há muitos anos, ele também fora o pai orgulhoso de um belo bebê, e seu coração transbordara de amor por sua esposa e pela linda filha que ela acabava de lhe dar. Mas isso fora muito tempo atrás. Após lutar consigo mesmo e com a nostalgia que o dominou, Joe finalmente conseguiu dizer de maneira casual:
— Parabéns, mamãe e papai. Lizzie é linda!
Miley sorriu orgulhosa e Liam estufou o peito ao responder:
— Obrigado, Joe. Vamos esperar que possamos convencer sua linda filha de ser babá de nossa Lizzie sempre que decidirmos ter uma noite especial a dois.
— Nada disso — resmungou Selena, meneando a cabeça. — Danielle cuidará dos meus filhos primeiro.
Kristen fez uma careta.
— De jeito nenhum, Selena! Se Danielle aceitar ser a babá dos gêmeos primeiro, Sonya e Lizzie nunca terão uma chance com ela. A pobre garota ficará tão assustada que nunca mais desejará ver crianças em sua frente.
Selena cutucou Kristen com o cotovelo.
— Ora, como pode falar assim de meus anjinhos? Que amiga é você, afinal?
— Uma que tem bom senso o suficiente para evitar uma catástrofe, querida.
O riso foi geral. Novamente, Joe ficou surpreso. Seus novos vizinhos nem conheciam Danielle, porém, já estavam dispostos a incluí-la em suas vidas e aceitá-la no grupo da mesma maneira que fizeram com ele. Sim, eles eram boas pessoas. Por certo, serviriam como excelente modelo de família para sua filha. Isso se Danielle lhes desse uma chance. Pensativo, deu um passo atrás, permitindo que Robert ocupasse seu lugar ao lado da cabeceira de Miley. Foi então que teve oportunidade de olhar para Demi outra vez. Ela também havia cedido seu lugar a Kristen. Bem, Joe pensou, pelo menos Demi não o estava fitando insistentemente como antes. Aliás, ainda não entendia o estranho comportamento dela naquela noite, nem quando estavam no jantar dos Homesworth nem durante o trajeto até ali. E o que fora toda aquela conversa sobre as razões de ele ter escolhido os Cubs e as provocações relacionados ao Clube da Fantasia?

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 13


Joe passou pela porta de vidro da recepção e precisou se controlar para não correr para junto de Robert e Nick quando os viu sentados nos sofás de couro. Afinal, encontrar os outros rapazes significava que estaria protegido e em segurança. Protegido do jogo de Demi, de sua beleza e sensualidade, e, mais ainda, da maneira como seu corpo reagia a ela e da tentação que sentia de voltar a ser o velho Joe de antes e tomá-la nos braços, mostrando lhe tudo o que poderiam fazer juntos.
Consciente do rumo que seus pensamentos tomavam, não voltou a encarar Demi. Deu as costas a ela no instante em que entraram no hospital e ficou aliviado ao vê-la juntar-se a Selena e Kristen. Sentia-se um pouco atordoado com os estranhos acontecimentos daquela noite.
— Quer dizer que nada de bebê ainda? — perguntou, ansioso para mudar o rumo de seus pensamentos.
— Não, ainda não — respondeu Nick, olhando de Joe para Demi com uma expressão desconfiada, antes de exibir um sorriso. — Vocês dois vieram juntos para cá?
— Sim, eu estava saindo com meu carro quando Demi me ofereceu carona.
Nick cutucou Robert.
— Viu, eu não disse que acabaria acontecendo?
Joe franziu o cenho.
— O que quer dizer com isso?
Um sorriso malicioso brincou no rosto de Nick.
— Ora, você e Demi, é claro. Os dois são solteiros, moram de frente um para o outro. Até comentei com Robert que seria apenas uma questão de tempo para que isso acontecesse.
— Vamos, não exagere. Acho que se esqueceu de que tenho uma filha adolescente que virá morar comigo—Joe argumentou, aborrecido.
— Foi isso que tentei dizer a ele — ponderou Robert.
— Bobagem — Nick insistiu. — Ser pai não quer dizer que terá de esquecer sua própria vida e tomar-se um celibatário, meu caro amigo. Essas são duas coisas completamente distintas.
— Pode ser, mas não pretendo misturá-las. Uma coisa de cada vez — Joe disse com um suspiro.
Um sorriso malicioso curvou os lábios de Nick quando ele olhou de Joe para Demi, dizendo:
— Meu caro, sempre existe uma forma de conciliar o que queremos. Se eu fosse solteiro e tivesse a chance de sair com uma mulher tão maravilhosa quanto Demi, nada no mundo me impediria de tentar conquistá-la.
— Acho que não seria bem assim se você soubesse que uma assistente social estará avaliando seu comportamento pelos próximos seis meses — argumentou Joe.
— Tudo isso? — Nick arregalou os olhos. — Nossa, será uma tortura para um homem como você ficar seis meses sem uma mulher.
— Ora, não acredite em tudo o que lê nos jornais e revistas, Nick — comentou Joe, sabendo exatamente ao que o vizinho se referia, à sua fama de conquistador insaciável, é claro.
— É isso que vivo dizendo a ele, Joe — Robert declarou, recriminando o amigo com o olhar.
Joe, no entanto, sabia que se aquela era a opinião dos rapazes, a das mulheres de Woodberry Park, especialmente a daquela que lhe dera carona, era muito pior.
 meninas fico feliz que estejam gostando e como eu disse ai está mais um capitulo comentem muito as coisas entre Joe e Demi vão começar a esquentar..... beijinhooooo

Sr. Playboy - Capitulo 12


Essa seria a deixa ideal para minimizar a tensão que pairava no ar, bastaria um comentário espirituoso e as coisas se encaixariam, porém, Joe não estava com humor para isso e preferiu ignorá-la e olhar a estrada a sua frente.
Demi, porém, não desistiria com facilidade.
— Está bem, embora você não tenha respondido completamente a minha questão é justo dar-lhe o direito de me fazer a pergunta que quiser. Vá em frente, pergunte o que quer saber.
— Obrigado, mas passo a minha vez.
Ela arqueou as sobrancelhas e o fitou com expressão zombeteira.
— Nossa, não quer nem mesmo saber mais coisas sobre o Clube da Fantasia e as garotas de Woodberry Park?
— Clube do quê? — Joe repetiu, antes que se desse conta do que fazia. E, no instante em que concluiu a frase, soube que Demi o vencera e que o estava obrigando a entabular uma conversa que não desejava manter.
Ela riu e explicou:
— Quer dizer que as garotas ainda não te contaram que você tem estado na companhia do clube que é a versão local das amalucadas personagens de Desperates Housewives?
Joe franziu o cenho e a encarou, desconfiado.
— Bem, na verdade, quando os rapazes se reúnem para jogar aos sábados, as mulheres do condomínio se juntam no que chamamos de Clube da Fantasia para partilharmos nossos desejos mais secretos — explicou ela, satisfeita consigo mesma.
Desejos secretos?!, Joe repetiu em pensamento.
— O que estou tentando descobrir — prosseguiu Demi —, é em que grupo você se encaixará quando fizermos nossas reuniões de sábado à noite.
— Como assim?
Ela riu. Aquilo era exatamente o que desejava que Joe perguntasse.
— Bem, não há dúvida de que você é homem e que esta condição, por si só, o colocaria no grupo dos rapazes. No entanto, para todos os efeitos práticos, você, mesmo sem saber, acabou se tornando um dos membros do grupo feminino depois que começou a partilhar seus problemas domésticos com Miley, Selena e Kristen.
— De uma certa forma, você tem razão—aquiesceu ele. Queria encerrar o assunto o mais rápido possível. Deveria ter respondido a questão inicial que Demi lhe fizera sobre beisebol, pois o tópico era muito mais seguro do que falar sobre o tal Clube da Fantasia e os desejos secretos.
— Então, o que escolherá, Joe? — insistiu, determinada a deixá-lo pouco à vontade. — Vai jogar pôquer com os rapazes ou se reunirá a nós no Clube da Fantasia?
Por mais irritado que estivesse, ele não pôde conter o riso diante de tal questão. Era o comentário mais ridículo que já ouvira.
Demi pareceu surpresa com tal reação.
— Acha que minha idéia de que deveria se unir ao Clube da Fantasia é engraçada?
— Eu diria mais do que engraçada. Hilária — Joe confirmou.
— Mesmo? — Ela deu de ombros, outra vez, atraindo a atenção de Joe para seu colo desnudo. — Bem, tenho certeza de que um homem experiente e sofisticado como você imagina que já saiba tudo o que vai na cabeça das mulheres, mas ficaria surpreso se participasse de nossas reuniões.
Ela o estava provocando deliberadamente, e Joe sabia disso. Só não entendia qual a razão por trás de tal comportamento. O que Demi queria provar, afinal?
Fosse o que fosse, Joe não teve chance de descobrir, porque naquele instante ela manobrou o Mercedes no estacionamento do hospital e virou-se para encará-lo. Com esse movimento, a saia do vestido preto subiu até a metade das coxas grossas e bronzeadas, pontilhadas por uma leve penugem dourada. A visão era estupenda e Joe sentiu o sangue correr mais rápido em suas veias. O desejo aflorou em seu corpo e ficou ainda mais intenso quando Demi estendeu a mão e tocou-o no joelho. Desta vez, não foi apenas a pressão sangüínea de Joe que subiu.
— Não precisa se apressar para tomar sua decisão sobre o grupo em que ficará, Joe — comentou ela, parecendo uma aranha prestes a envolver a presa em sua teia. — Afinal, provavelmente não voltaremos a nos reunir nas próximas duas semanas. Teremos de esperar até que Miley e Liam se acostumem um pouco com o bebê e com a nova rotina.
Joe pestanejou, incerto se deveria responder, ou não, ao comentário. Não sabia qual era o jogo de Demi, mas de uma coisa tinha certeza: ela estava ganhando e por uma vantagem esmagadora.
Como se soubesse disso. Demi exibiu um sorriso vitorioso e saiu do carro, deixando-o imóvel por um instante.
— Você não vem, Joe? — chamou-o, antes de começar a seguir rumo à porta automática do hospital.
Por uma fração de segundo, ele observou a maneira sensual como os quadris de curvas generosas se moviam à medida que Demi caminhava e imaginou que apesar de ter uma língua ferina, aquela mulher deveria ser maravilhosa como amante, pois tinha todas as curvas e os atributos para levar um homem aos céus. Pena que tivessem se conhecido no momento errado.


Beijokasss... se tiver bastante comentarios eu posto mais um hoje. Bejokassss 

Demizinha: Já desativei o caphta espero que fique melhor de comentar agora. beijinhos

terça-feira, 9 de abril de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 11


— Droga! — ela gemeu ao ver Joe fazer sinal para manobrar primeiro, sem nem ao menos ousar encará-la. Irritada, apertou a buzina com toda a força.
Desta vez, Joe abaixou o vidro e colocou a cabeça para fora do carro.
— Ei, por que não vem comigo? — Demi gritou, achando que aquela era sua chance de desmascará-lo. — Vamos ao hospital e moramos no mesmo lugar, portanto, é tolice usarmos dois carros.
Joe não respondeu de imediato. Durante um longo tempo, continuou a fitá-la como se ela estivesse falando em grego.
— Algum problema? — insistiu Demi, com fingida inocência.
Um leve menear de cabeça indicou que ele havia desistido de lutar contra o inevitável. Demi sorriu secretamente, pois imaginava que tudo que precisaria para Joe, o Lobo, revelar sua verdadeira natureza era os dois ficarem algum tempo sozinhos. Aí, sim, provaria que tinha razão e as outras garotas do Clube da Fantasia não poderiam mais importuná-la com aquela história de que ela e Joe, o Lobo, Jonas eram perfeitos um para o outro.

Aborrecido, Joe contornou o Mercedes seda preto de Demi e acomodou-se ao lado dela, como um condenado que acaba de ser enviado à forca.
Deveria ter recusado a oferta. Entretanto, alguma coisa lhe dizia que Demi o estava testando. Exatamente como fizera durante todo o jantar, quando o perscrutara com o olhar a espera de vê-lo dar um passo em falso. E passos em falso era algo que Joe não podia se dar ao luxo de fazer. Não com Ranatta Harper à espreita, para tentar tirar-lhe a guarda de Danielle. Havia também a assistente social que entrevistaria todos de tempos em tempos, desde os futuros professores de sua filha até os moradores de Woodberry Park, inclusive Demi. Fora por isso que aceitara a sugestão dela.
Sem dúvida, a bela srta. Lovato já tinha uma opinião formada a seu respeito, mas estava muito enganada se acreditava que lhe daria motivos para confirmar todas as coisas ruins que pensava. Desse modo, Joe fez um esforço gigantesco para demonstrar naturalidade ao ajeitar-se no banco de couro e focar a estrada a sua frente. Não daria à sedutora Demi nenhuma razão para falar mal a seu respeito.
Na realidade, era bom que ela nunca soubesse que quando tirara o carro da garagem jamais tivera a intenção de ir até o hospital. Por que faria isso? Não estava acostumado com a vida em um condomínio familiar e com a dinâmica mais íntima das relações entre as pessoas. Nunca antes vivenciara nada similar. Ainda assim, seu senso de solidariedade o prevenia de que não deveria dizer a ninguém que em lugar de dar apoio aos vizinhos, cujo bebê estava prestes a nascer, estava seguindo para um bar próximo do estádio Wrigley Field, onde os fãs do esporte costumavam se reunir às sextas-feiras à noite. Ali ele era uma celebridade, mesmo tendo se aposentado há algum tempo, e se sentia bem conversando com os freqüentadores e com o dono do bar, que já lhe dera um lugar cativo no balcão.
No entanto, o novo Joe, aquele que estava disposto a ser um superpai para Danielle, tinha de agir diferente, aprender a viver em comunidade e ser solícito para com o problema dos outros. Por isso, ele faria o papel de bom vizinho e acompanharia Demi até o hospital, sem se deixar seduzir pela maneira provocante como o vestido preto subia e deixava a pele bronzeada das coxas femininas à mostra, à medida que ela pisava no freio e no acelerador.
Sim, o novo Joe não sucumbiria aos anseios do próprio corpo ou a maneira como seu coração batia descompassado diante de sua linda vizinha.

Certo, por quanto tempo ainda ele vai bancar o indiferente comigo?, considerou Demi, observando-o de soslaio.
Fazia pelo menos cinco minutos que Joe entrara no carro e continuava a fitar a estrada a sua frente como se ela fosse invisível ou algo parecido. E isso a deixava fora de si. Nunca nenhum homem a ignorara por tanto tempo. Joe não seria o primeiro a fazê-lo, nem se para tirá-lo daquele mutismo fosse preciso usar todos os seus atributos, físicos e mentais.
— Posso te fazer uma pergunta? — indagou ela, sem perder tempo com rodeios.
Joe finalmente virou-se em sua direção. Demi não esperou que ele lhe desse permissão e prosseguiu:
— Por que os Cubs? Quero dizer, por que um jogador tão talentoso como você ficou tanto tempo em um time como os Cubs quando poderia ter escolhido qualquer equipe do país ou do mundo para jogar?
Um músculo pulsou no maxilar anguloso, sinal de que o estava aborrecendo.
— Bem, digamos que sou fiel às minhas origens, embora você pense ao contrário — Joe respondeu, dando de ombros.
— Ora, vamos, não me diga que ainda está zangado comigo por causa do que me ouviu dizer naquele fatídico café da manhã de segunda-feira? Eu estava furiosa com Miley, não com você. Além disso, como fez questão de frisar, não fui a primeira mulher a questionar seu caráter. Pelo que dizem os tablóides, muitas já fizeram isso.
Joe a retalhou com o olhar.
— Você é sempre assim tão objetiva e direta, Demi? Ou estava fazendo um esforço especial comigo? — Joe indagou com ironia.
— Digamos que um pouquinho de cada coisa — respondeu ela, dirigindo-lhe outro daqueles sorrisos do tipo "vamos flertar um pouco?"

Beijokass, comentem muito a história vai começar a esquentar.....

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 10



Liam tinha uma empresa de segurança especializada  no treinamento de cães. Em uma das situações de emergência que enfrentara, Simon arriscara a própria vida para salvar a do dono. Liam nada sofrerá, mas o cão ficara cego. Depois disso, Liam instalara sensores especiais na casa toda para ajudar o animal a se movimentar livremente, graças à produção de sons emitidos em uma freqüência que só o animal conseguia ouvir. Miley acabara ficando famosa ao escrever uma coleção inteira de livros infantis que tinha o cão como principal herói da trama.
Apesar do aparente desfecho feliz do caso, Joe quase não pudera acreditar em todas as coisas que as garotas lhe contaram sobre aquele casal, e como eles eram capazes de brigar como dois inimigos de guerra quando queriam provar alguma coisa um ao outro. E, se fosse esse o caso agora, o mais sensato seria sair de mansinho e voltar outra hora.
— Se esse é o problema, podemos marcar o golfe para outro dia, querida — Liam finalmente sucumbiu.
— Golfe?! — Miley gritou com voz esganiçada. — Quem aqui está preocupada com golfe? Minha bolsa acaba de estourar, seus bobos! E eu nem ao menos esperava que isso acontecesse esta noite.
A cena que se seguiu era digna de uma comédia pastelão. Todos se levantaram ao mesmo tempo e começaram a andar em círculo, esbarrando uns nos outros e murmurando frases desconexas e incompreensíveis. Selena foi a primeira a se recuperar e a impor alguma ordem ao caos que se instalara na sala de jantar.
— Acalmem-se todos. Vamos definir um plano de ação. Liam, você vá buscar a mala de Miley — disse ela. — Enquanto isso, Nick, você pegará nossa van para levarmos Miley ao hospital, pois ela não poderá ir no jipe de Liam.
Nick saiu correndo da sala, mas quando Liam fez menção de seguir para as escadas que levavam ao andar superior, Miley o segurou pelo braço.
— Droga, não sou tão organizada assim e você sabe disso, Liam! — bradou ela, em lágrimas. — Minha mala nem está pronta. Por que deveria? Pelas minhas contas eu só daria à luz daqui a três semanas!
— Não se preocupem com isso — interveio Demi. — Sei onde guarda algumas coisas e prepararei uma mala para você, Miley. Podem ir que encontrarei todos no hospital — completou, e passou rapidamente por eles antes de desaparecer na longa escadaria.
Por um segundo, o caos voltou a imperar entre eles. Simon começou a latir, Kristen apertava as mãos nervosamente e Robert ficou parado onde estava com um brilho atordoado no olhar. Então, o som de uma buzina tocada com insistência do lado de fora tirou todos do transe e, como uma turba levada pela força da coletividade, eles acompanharam Miley até o lado de fora, sem se importar com o fato de que haviam deixado Joe para trás.
Durante alguns segundos, Joe ficou atordoado, era muita agitação e novidade para uma única noite. Mas, logo o bom senso falou mais alto e ele foi até a cozinha informar o pessoal do serviço de bufê sobre o que tinha acontecido e também para orientá-los a limpar tudo antes de saírem, pois a última coisa que Miley e Liam precisavam era voltar para casa dois dias depois e encontrar toda aquela bagunça.
Após dar uma generosa gorjeta aos dois jovens garçons, Joe girou nos calcanhares e deixou a casa dos Homesworth, pois não desejava ficar sozinho com Demi. Algo o prevenia de que aquela mulher era um perigo que ninguém razoavelmente inteligente ousaria correr.

Encontrar alguma coisa em meio à bagunça de Miley era quase uma missão impossível, mas Demi deu o melhor de si naquele momento de emergência. Ainda assim, não conseguia entender por que uma pessoa como Miley não organizava o armário ou por que deixava inúmeros tubos de pasta abertos e apertados pela metade. No final, decidiu que pegaria os itens de higiene de sua própria casa, pois tinha o hábito de manter um pequeno estoque de tudo o que pudesse precisar em caso de emergência, e isso incluía uma nécessaire pronta para viagem. Aliás, esse era um hábito que adquirira quando morara com Taylor, na época da faculdade, pois seu irmão conseguia ser ainda mais desorganizado do que Miley e Liam. Aliás, ao contrário dela, Taylor nunca planejava nada com antecedência, preferindo ser levado pelas necessidades de última hora.
Ao pensar nisso. Demi deu-se conta de que, na verdade, Miley e Taylor eram espíritos livres que viviam apenas o momento presente. Talvez fosse por isso que os invejava num minuto e odiava no outro.
Apressada, pegou as poucas coisas que conseguiu encontrar, colocou em uma mala que ficava no chão do closet de Miley e seguiu para sua própria casa, onde reuniu os demais artigos que sua amiga precisaria para passar um ou dois dias no hospital. Na realidade. Demi cumpriu sua missão em tempo recorde. Então, pegou sua bolsa e as chaves e no instante seguinte já manobrava o carro e o tirava da garagem.
Quando fez menção de entrar na alameda ladeada de flores, foi impedida de prosseguir, pois um Corvette vermelho acabava de sair da casa em frente a sua. Demi praguejou baixinho. Claro que alguém com o ego do tamanho do mundo só poderia mesmo ter um Corvette... e vermelho!

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