Historias

sábado, 11 de maio de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 31 parte 2


Novamente, Joe fez uma pausa, mas Demi não o incitou a prosseguir, pois sabia que, à medida que falava, ele estava revivendo a própria história.
— Meu pai só descobriu que tinha um filho vinte anos depois, quando viu um jovem jogador de beisebol chamado Jonas sendo entrevistado na tevê. Pelo que me contou, naquele momento, ele sentiu como se estivesse olhando a si mesmo no espelho.
— Ah, Joe, que triste!
— Não tão triste quanto teria sido se nunca tivéssemos nos encontrado — ele falou. — Passei um tempo maravilhoso com meu pai depois que nos conhecemos. Ele nunca se casou outra vez, portanto, eu e Danielle éramos a única família que Daniel tinha, aliás, quando minha filha nasceu escolhi o nome em homenagem a meu pai. Apesar de não tê-lo tido junto de mim na minha infância, seis anos atrás passei as férias de verão na fazenda com ele, ajudando-o a embalar o feno e estava lá quando Daniel teve um enfarto fulminante. Na verdade, ele morreu antes que os para-médicos chegassem.
— Lamento muito, Joe — Demi falou, emocionada ao descobrir que havia uma história muito mais humana do que imaginava por trás do homem que julgava ser apenas um rosto e um corpo másculo e sensual exibido pela mídia como um ícone de sucesso.
— Também sinto, mas fico feliz que meu pai tenha sofrido pouco. Ele trabalhou duro a vida toda e não suportaria se tivesse ficado preso a uma cama.
Demi entendeu perfeitamente o que Joe queria dizer.
— Imagino que não.
— Acho que é por essa razão que para mim é tão importante ser um bom pai para Danielle, agora que finalmente tenho a oportunidade. Já perdemos muito tempo.
— Procure pensar que o mais importante você já conseguiu, Joe. Ganhou a custódia de Dani e agora precisará criar uma relação sólida com ela. Insista e tenho certeza de que chegará o momento em que sua filha não terá mais dúvida disso.
— Obrigado por dizer isso, estou mesmo precisando de todo o encorajamento possível.
Durante vários segundos, a linha ficou muda e nenhum dos dois voltou a falar. Era como se depois daquela breve conversa tivessem desnudado suas almas um ao outro, muito mais do que seus próprios corpos.
Incomodada diante de tal percepção, Demi finalmente disse:
— Creio que nós dois nos sentiríamos muito estranho se, após essa conversa séria que acabamos de ter, tentássemos viver qualquer fantasia sexual ou romântica.
— Tem razão. Lamento muito.
— Não há nada a lamentar — Demi assegurou-lhe. — Mas penso que isso só vem a provar que estou certa quando digo que misturar realidade com fantasia nunca dá certo.
— Hum... — Joe resmungou. — Parece que você está querendo desistir de mim.
Demi riu.
— Desistir de alguém com quem tenho um relacionamento no mundo da fantasia?
— Desistir é desistir, no mundo da fantasia ou não.
Ele parecia ainda mais preocupado do que antes.
— Pode ficar tranqüilo, não vou desistir de você. Mas, no futuro acho melhor separarmos esse tipo de conversa séria de nossas noites de fantasia.
— Concordo plenamente, desde que não desista de mim. Não tolero muito bem a rejeição feminina, e no momento a rejeição de Danielle já está mexendo demais com minhas emoções.
Demi ficou surpresa ao perceber quão sincero ele estava sendo.
— Está bem. O que acha se fizermos alguns ajustes em nossos planos? Veja, sábado à noite sempre foi o dia em que eu me reunia com minhas amigas do Clube da Fantasia. Como estamos em recesso por causa do nascimento de Lizzie, poderíamos transformar os sábados em nossa noite da fantasia. Durante os outros dias da semana poderíamos nos falar e tentar nos conhecer melhor, mas no sábado não haveria nada de assunto sério, apenas a mais pura fantasia romântica e sensual. O que acha?
O riso contagiante de Joe pôde ser ouvido do outro lado da linha e fez o coração de Demi bater descompassado.
— Mal posso esperar por isso — ele respondeu num tom charmoso.
— Ótimo... Boa noite, Joe.
— Boa noite, Demi, minha mais doce e sedutora fantasia.


Meninas se vcs comentarem bastante eu posto mais um ainda hoje !!!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 31


Na segunda-feira. Demi teve um dia mais agitado do que o normal na imobiliária, porque vendera uma das grandes propriedades que havia captado no início da semana anterior. Assim, quando chegou em casa, mal teve tempo para tomar um rápido banho e comer a salada de peito de frango desfiado quando o telefone tocou.
— A... alô — atendeu afobada.
— Oi, sou eu — ouviu-se a voz de barítono do outro lado da linha. — Está tudo bem com você? Quero dizer, está podendo falar? Parece um pouco agitada.
Sem saber exatamente o porquê. Demi ficou imensamente feliz por, mesmo ao telefone, Joe ser capaz de perceber isso. Afinal, seu ex-marido, mesmo estando ao lado dela, jamais notava quando estava cansada, feliz, de mau humor ou o que quer que fosse.
— Está tudo bem. É que o dia hoje foi um pouco agitado e estou um pouco atrasada.
— Quer que eu ligue depois? — Ele parecia, de fato, preocupado.
— Não! — Ei, talvez a recusa tivesse sido rápida demais. Lembrava-se de ter lido em algum lugar que uma garota não deveria jamais deixar um homem perceber o quanto ansiava por falar ou estar ao lado dele. Podia ser apenas o tal do psicologês, mas melhor não arriscar. — Quero dizer, podemos falar agora, sou toda sua durante a próxima hora. Não foi o que combinamos?
Joe riu.
— Para falar a verdade, não me lembro de termos mencionado alguma limitação de tempo. Na verdade, preferia que não fizéssemos isso, pois reduziria os momentos que temos para nós dois, uma vez que sempre haverá algum assunto a ser tratado antes de nossa fantasia começar.
— Então o que sugere que façamos para resolver a questão?
— Bem, estive pensando que primeiro poderíamos tentar saber um pouco mais a respeito um do outro. Digamos, para nos conhecer melhor.
— E quem você deseja conhecer melhor, a Demi verdadeira ou aquela do mundo da fantasia? — provocou-o.
— A Demi verdadeira quando estivermos conversando normalmente e Demi do mundo da fantasia quando estivermos vivenciando nossas fantasias sensuais e românticas.
— Certo, pelo jeito agora estamos conversando normalmente, então, você deseja mais informações sobre a minha vida real. O que quer saber?
— Tudo — Joe respondeu sem pestanejar. — Mas vamos começar com sua família. Conte-me um pouco mais sobre ela.
— Isso é fácil — Demi respondeu com leve ironia. — Uma palavra resume tudo, meu caro: desequilibrada!
— Ora, mesmo uma família desequilibrada é melhor do que não ter família e ser criado em um orfanato — atalhou ele. — Mas explique melhor a classificação. Desequilibrada como?
— Bem, vejamos — Demi falou com um suspiro —, devo começar por minha mãe que sempre finge que não vê as escapadelas e infidelidades de meu pai, desde que ele continue a lhe dar uma generosa mesada e que mantenha o alto padrão de vida a que estão acostumados. Ou será que gostaria de saber um pouco mais sobre meu pai que, atualmente, tem um caso com uma mulher de minha idade? — Fez uma pausa, antes de prosseguir: — Tem ainda meu irmão gêmeo Taylor, que acabou de conhecer uma garota e já a convidou para morar com ele, antes mesmo de saber se os dois combinam ou não. Taylor sempre age por impulso e depois vem chorar no meu ombro. Espero que com Gwen, a nova namorada, ele esteja certo.
— Dizem que gêmeos são muito apegados um ao outro — Joe argumentou. — Você e seu irmão são próximos?
— Às vezes acho que somos próximos demais — confessou ela, rindo. — Taylor sabe sobre minha obsessão adolescente por você, Joe. Por isso, tem me deixado louca com suas recriminações desde o momento em que soube que Joe, o Lobo, Jonas viria morar em Woodberry Park. Ficaria furioso se descobrisse que estamos lendo esse tipo de intimidade, mesmo ao telefone.
— Imagino, então, que Taylor seja outra pessoa que não pode saber sobre nós — Joe ponderou.
— Lamento, mas tem razão. Taylor está em minha lista de "não conte de jeito nenhum"!
— Certo, você venceu. Seu cenário e perspectivas familiares parecem tão caóticos quanto o meu.
— Ora, vamos, dê um crédito a Dani — Demi pediu. — Ela é uma boa menina, só precisa se ajustar.
— Espero que tenha razão, mas para falar a verdade, nunca me senti tão perdido em minha vida. Quando vejo o desapontamento nos olhos de minha filha, fico péssimo. Sinto ódio de mim mesmo por não ter lutado mais, durante todos esses anos, para fazer parte da vida de Danielle. Ficava repetindo para mim mesmo que seria melhor para Carla e para Dani se eu me mantivesse a distância, mas acho que me enganei.
O desespero na voz dele era tão evidente que Demi sugeriu:
— Talvez você pudesse dizer isso a Dani. Explique as coisas do seu ponto de vista.
— Não! Não posso ficar procurando desculpas para justificar minha ausência. Além disso, não quero falar nada sobre a mãe e a avó dela que possa fazer com que perca o respeito por elas. Minha mãe fez isso quando me entregou a uma instituição do governo e posso dizer que foi péssimo, além de não ter me ajudado em nada.
— Você ainda mantém contato com sua mãe?
— Às vezes ela me procura, mas isso apenas quando está precisando de dinheiro, entre um marido e outro.
— E quanto a seu pai?
— Essa é a parte dois de minha triste história de vida — Joe confessou, com um riso rouco. — Tem certeza de que tem tempo e disposição para ouvir?
— Claro, ainda estamos naquela fase de conversa preliminar, não?
Joe hesitou um pouco, antes de prosseguir:
— Bem, logo depois que fui eleito atleta revelação do ano, em minha primeira temporada com os Cubs, meu pai veio me procurar em Chicago. Ele era de uma pequena cidade do interior, a uma hora mais ou menos daqui, onde minha mãe também viveu até fugir para cá. A história que minha mãe havia me contado sobre os dois terem se divorciado pouco tempo depois de casarem era verdadeira, mas só quando meu pai me procurou fiquei sabendo que ela tinha pedido o divórcio e partido, sem nem ao menos revelar que estava grávida. Creio que minha mãe não contou a ninguém sobre a gravidez, pois se o fizesse teria tido dificuldade em manter um homem como Daniel Jonas longe do próprio filho.

Próximo Capitulo...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 30


No domingo à noite. Demi estava sentada em sua cama, fingindo ler um romance que tentava terminar havia meses. À meia-noite ainda não tinha conseguido dormir. Provavelmente porque não conseguia afastar seus pensamentos do que poderia estar acontecendo do outro lado da rua. Até mesmo ousara ir até a janela para espionar a casa de Joe.
Sentia-se confusa e inquieta em relação aos últimos acontecimentos e com o inesperado rumo que as coisas estavam tomando. Afinal, a nova vida de Joe com sua filha tinha sido uma das razões que a levaram a acreditar que estaria segura mesmo após terem passado uma noite de paixão avassaladora juntos. Agora, com Danielle tendo decidido que gostava da companhia dela e que queria ser sua amiga, tudo ficava muito mais difícil. Seria preciso um esforço sobre-humano para não demonstrar o quanto se sentia atraída por Joe. Como já pressentira desde o começo, seria difícil esquecer as sensações maravilhosas que descobrira nos braços fortes e musculosos.
O som estridente do telefone a fez dar um salto na cama. Quando se virou e viu o número no identificador de chamadas, quase não pôde acreditar no que via. Joe Jonas? Como? Ah, sim, Selena andara mexendo em seu telefone e com certeza fora ela quem inserira o número de Joe ali.
Trêmula, pegou o aparelho e levou-o à orelha.
— Alô.
— Oi, vi que sua luz estava acesa e resolvi ligar — Joe falou. — Precisava agradecer-lhe por ter livrado Danielle do piercing e das mechas coloridas nos cabelos.
— Dani é uma boa menina, Joe — respondeu Demi, deitando-se de bruços na cama. — Só precisa de um pouco de tempo para se ajustar à nova rotina.
— Espero que esteja certa. — Ouviu-se um suspiro do outro lado da linha. — Mas, tem outra coisa que preciso lhe dizer: Selena já está investigando para saber o que houve entre nós após deixarmos o hospital.
— Isso não me surpreende. — Demi riu. — Ela me preveniu de que iria perguntar a sua versão da história essa tarde. O que disse a nossa querida vizinha?
— Nada muito revelador. Apenas frisei que não sou seu tipo.
— Ah, bom menino — elogiou-o Demi.
— Como? Será que estou ouvindo bem? Nós dois sabemos que essa não é a sua opinião a meu respeito. O que aconteceu com o bad boy?
— Já te expliquei, Joe. Eu precisava acreditar que você era mesmo um bad boy para me manter bem longe.
— Sim, claro. Também disse que depois do que houve entre nós devemos fingir que mal nos conhecemos.
— Exatamente.
Seguiu-se um longo silêncio. Por alguma estranha razão. Demi teve a nítida impressão de que Joe estava tramando algo. Mas o quê? Sem dúvida, ele já se dera conta de que não havia a menor possibilidade de aquela insana noite de prazer e sedução se repetir diante das circunstâncias. Então por que insistia? Ora, melhor encerrar aquela conversa logo, antes que enveredassem por um caminho perigoso que nenhum dos dois estava disposto a trilhar.
— Bem, obrigada por me avisar que pôs um fim ao interrogatório de Selena.
— Não precisa me agradecer, pois acho que o teste final acontecerá quando nos encontrarmos na casa de um de nossos vizinhos! Todos eles estarão nos observando e você sabe que é só uma questão de tempo até que tenhamos de enfrentar essa prova, não?
Era isso mesmo que Joe tinha em mente, o momento em que os dois se reencontrassem em público? Será que ele temia que acabariam se traindo sob pressão?
— Não se preocupe. Posso muito bem fingir que nada aconteceu entre nós quando nos virmos outra vez. Sempre fui muito boa em minhas aulas de teatro no colégio.
— É por isso que prefere fantasiar com um romance ideal quando falam sobre isso em seu Clube da Fantasia do que se envolvera com alguém de carne e osso?
— Fantasias românticas são muito mais seguras do que um relacionamento de verdade. Afinal, quando fantasiamos não precisamos nos preocupar que os problemas da vida real interfiram em nosso relacionamento.
Joe riu ao dizer:
— Se prefere assim, está tudo bem para mim. Quando começamos?
Demi não entendeu direito.
— Começamos o quê? — indagou, entre divertida e curiosa.
— Nossa fantasia romântica, é claro. Poderemos viver um relacionamento do jeito que você prefere, minha cara, apenas um fantasia. Como fui aquele que despertou suas fantasias românticas na adolescência, nada mais justo do que ser também aquele com quem viverá um relacionamento mágico, no mundo da fantasia.
Seu senso de proteção dizia a Demi que ela deveria desligar imediatamente, mas, em vez disso, flagrou-se respondendo:
— Imagino que você possa dizer que um relacionamento no mundo da fantasia seria perfeito para a nossa situação atual.
— Acho que sim — Joe concordou de pronto.
— Desde que concordemos em manter as coisas estritamente no mundo da fantasia, é claro — Demi explicou.
— Certamente. Como você, também não tenho interesse em ter um relacionamento no mundo real. Preciso me dedicar a Dani e convencer a assistente social de que sou um pai que se dedica inteiramente à filha.
Tal comentário tranqüilizou Demi.
— Entendo o que quer dizer. Afinal, se deixássemos nosso relacionamento só em nossas fantasias sobraria tempo para você se dedicar a Dani e eu ao meu negócio.
— Correto.
— Exceto, é claro, por algumas horas no final do dia que poderíamos dedicar a viver nossas fantasias românticas e sensuais em ligações noturnas como esta.
— Sim, a parte sensual é a que mais me agrada. Teria alguma coisa especial em mente. Demi?
Desligue esse telefone agora!, gritou seu bom senso, mas não foi o que ela fez. Joe Jonas conseguia despertar um lado seu que nem imaginava possuir. Era como se quisesse seduzi-lo a cada instante, embora soubesse que era loucura fazê-lo.
— Vá até a janela de seu quarto — pediu.
— Já estou na janela — Joe respondeu, num tom provocante.
Demi saiu da cama, caminhou até a enorme janela envidraçada que ocupava toda a parede frontal do segundo andar da casa e abriu a cortina.
Joe estava parado na frente da janela, igualmente de vidro, do sobrado do lado oposto da rua. E, como acontece em todos os condomínios, a rua não era tão larga a ponto de impedir-lhes ver os detalhes do outro lado. Como a luz do quarto de Joe estivesse acesa, Demi foi capaz de observar que ele estava nu da cintura para cima, parecendo tão glorioso quanto naquele comercial de cuecas que fazia todas as mulheres, literalmente, pararem diante do aparelho de tevê para apreciá-lo.
Ela sorriu, pensando que melhor do que isso só se Joe estivesse, de fato, inteiramente nu. Ora, por que se recusar a um prazer como aquele que Joe estava lhe propondo? Afinal, que mal poderia haver em manter um relacionamento por telefone com um homem por quem se sentia atraída, mas com o qual não havia a menor possibilidade de ter um envolvimento no mundo real?
— Ei, o que você está usando por baixo dessa camiseta? — Joe indagou, trazendo-a de volta à realidade.
Demi riu, lembrando-se que usava uma camiseta transparente que chegava a altura de suas coxas.
— Apenas o meu hidrante favorito de pêssego.
Ele gemeu e levou a mão ao peito como se para controlar as batidas aceleradas de seu coração. De novo. Demi riu.
— Ah, você está querendo me torturar, não? — Joe comentou com voz rouca.
— Certo, eu menti — confessou ela. — Também estou vestindo uma calcinha de renda.
— Prove!—desafiou-a Joe. — Levante a camiseta e deixe-me ver sua calcinha de renda.
— Está querendo uma amostra de nosso primeiro encontro no mundo da fantasia, Sr. Jonas?
— Pode apostar que estou.
— Então até amanhã à noite, meu caro — murmurou, desligando o telefone, antes de erguer a camiseta e dar a Joe o que ele acabava de pedir, uma visão de suas curvas generosas, mas isso por apenas alguns segundos.
Rindo, Demi fechou as cortinas e voltou a aninhar-se em sua cama macia. Quando finalmente adormeceu, o sonho que teve com seu belo namorado do mundo da fantasia não poderia ter sido mais real.

Próximo Capitulo...

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 29


Joe olhou para o relógio de pulso quando ouviu a porta da: frente ser aberta. Era meio-dia em ponto. Kiwi entrou na cozinha primeiro. Danielle veio logo atrás. Ao deparar-se com o pai, ela franziu o cenho.
— Onde está o almoço caseiro que você disse que me obrigaria a comer? — perguntou.
Foi preciso alguns segundos para Joe absorver a questão. Estava perplexo demais com o que via. As mechas coloridas haviam desaparecido... e o piercing também. Por sorte, conseguiu manter uma expressão impassível ao dizer:
— Pensei que seria uma boa idéia almoçarmos fora hoje. Talvez possamos fazer um passeio ao centro de Chicago para que eu possa te mostrar um pouco da cidade. Também podemos jantar por lá mais tarde e quem sabe até ir ao cinema.
Danielle fez uma pequena careta.
— E se eu não quiser ir?
— Irá do mesmo jeito — Joe respondeu, rindo para ela.
— Então nem vou perder meu tempo em discutir — falou a menina, demonstrando que o mau humor não havia desaparecido junto com o restante de sua caracterização de filha rebelde. — De qualquer forma, deve ser melhor sair para comer do que ficar aqui sentada o resto do dia.
— Ótimo. Vá se arrumar que te espero aqui.
Ela ainda resmungou alguma coisa antes de desaparecer no andar superior, deixando-o sozinho com Kiwi.
Joe pegou o cãozinho no colo e serviu-o de uma generosa porção de ração que comprara no dia anterior. Ainda estava inconformado com o tamanho do animal, mas surpreendentemente, começava a gostar da idéia de tê-lo ali. Era como se, de repente, houvesse um novo brilho em sua casa, em sua vida. Havia uma razão para existir e fazer as coisas e isso era algo que tinha se esquecido de como era bom.
— Estou pronta — a voz de Danielle o trouxe de volta à realidade. Quando se virou, surpreendeu-se ao ver que ela havia lavado os cabelos e que os escovara, deixando-os soltos sobre os ombros. Ao contrário das roupas escuras que a vira usar até então, agora vestia jeans e uma camiseta verde, o que a tornava tão bonita e normal quanto qualquer adolescente de treze anos de idade.
— Você está muito bonita! — elogiou-a, satisfeito.
— Tenho certeza de que quer dizer que pareço aceitável, não bonita. Afinal, tirei as mechas e o piercing.
— Nossa, tem razão. E olhe que eu nem tinha notado.
— Ah, como seu eu acreditasse nisso! — Danielle aborreceu-se.
Ele riu, mas achou melhor não insistir no assunto. Por isso, pegou as chaves do carro e começou a seguir rumo à garagem.
— Pronta?
— Espere, será que precisamos ir naquela sua van horrorosa' Por que não usa o Corvette que vi na garagem?
— Bem, hoje a escolha é sua. Iremos com o que você quiser querida. Além do mais, só comprei a van para que todos ficassem confortáveis quando fosse nosso dia de fazer o rodízio de carro.
O sorriso não chegou aos lábios de Danielle, mas era nítido no brilho que cruzou as íris verdes. E isso, embora não fosse uma grande vitória, era recompensador, especialmente se comparado ao que vira no dia anterior. Precisava lembrar-se de agradecer Demi por tudo o que ela fizera. Danielle voltara mudada e tinha certeza de que havia um dedo de sua bela vizinha naquela inesperada transformação.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 28


Selena virou-se novamente para a piscina e Demi acompanhou-lhe o olhar.
Danielle estava sentada na escada, tirando o excesso de água dos cabelos longos e escuros, agora sem as gritantes mechas coloridas.
— Pobre menina rica — murmurou Selena. — Ela tem passado por momentos bem difíceis, não?
— É... tem. E se você e Kristen não a tivessem tratado como uma pobre órfã na noite passada, com certeza agora ela estaria na casa de uma de vocês e não na minha.
Selena ficou surpresa com o comentário.
— Foi isso o que Dani achou que fizemos?
Demi limitou-se a menear a cabeça afirmativamente. Um longo suspiro escapou dos lábios de Selena.
— Está bem, retiro o que disse. Danielle Jonas parece, de fato ter encontrado uma amiga em você. E, acredite ou não, acho que ela não poderia ter encontrado alguém melhor para se afeiçoar.
— Ora, vamos, agora está querendo me adular — Demi falou desconfiada. — Já adianto que não vai funcionar, ouviu?
— Deixe de ser boba! — caçoou Selena. — Pense bem, você é a pessoa ideal para Danielle, é solteira e poderá dar atenção a ela sem precisar se dividir entre marido e filhos. Foi por isso que a menina a escolheu.
— Dani não me escolheu, Selena. Já lhe disse. Ela veio aqui atrás do cachorro que havia fugido.
— Não importa como aconteceu. O que conta agora é que como a menina gosta de você poderá ajudá-la a se ajustar mais facilmente à vida em Woodberry Park.
Quando Demi não respondeu, Selena prosseguiu:
— Bem, vim aqui só para avisá-la de que Miley me ligou para dizer que ela e Lizzie virão para casa hoje. Kristen e eu passaremos lá mais tarde. Gostaria de nos acompanhar?
— Claro! — garantiu Demi, à medida que a amiga colocava-se em pé. — Ligue-me quando estiverem prontas.
Poucos minutos depois de Selena ter partido, Dani saiu da água e foi até a mesa onde Demi estava. Enxugando-se numa grande toalha, comentou:
— Ouvi o que você e Selena Gomes disseram sobre eu estar parecendo quase normal. Na verdade, estava usando aquele visual "punk-gótico" de propósito.
— Bem, se me permite a sinceridade, fica muito mais bonita assim.
— Também acho, pode jogar o piercing falso fora — comentou ela, dando de ombros. — Aquilo estava começando a machucar meu nariz e, de qualquer forma, Joe nem o notou mesmo.
Diante de tal comentário. Demi não pôde evitar perguntar:
— Sempre chama seu pai pelo nome?
— Sim. Por que faria diferente? Ele nunca conquistou o direito de ser chamado de pai.
Por uma fração de segundo, Demi ficou tentada a defender Joe, dizendo que às vezes nem tudo é o que parece. No entanto, ao se lembrar do que Selena dissera, achou melhor calar-se. Danielle Jonas, ou Dani, como a menina insistia em ser chamada, a escolhera como amiga, embora não soubesse dizer o porquê disso. Portanto, o mais justo seria se manter neutra naquela batalha entre pai e filha. Assim, mudou estrategicamente de assunto:
— Vi que você nada muitíssimo bem. Tem braçadas fortes e precisas. Faz parte de alguma equipe de natação em Los Angeles?
Dani negou com um movimento de cabeça.
— Não. — Então sorriu ao indagar: — Acha mesmo que nado bem?
— Muito bem — garantiu Demi, levantando-se e colocando Kiwi sobre as almofadas listradas. — Deixe-me ver suas braçadas outra vez. Vamos tentar um nado borboleta. Já fiz parte de uma equipe de natação no colégio e talvez possa te dar algumas dicas.
Enquanto caminhavam novamente para a piscina. Demi acrescentou:
— Acho que a escola local tem uma equipe de natação importante, Dani. Talvez você possa conseguir uma vaga lá.
Por um instante, os olhos verdes se iluminaram, mas logo a menina meneou a cabeça com pesar.
— Não vai dar. Planejo voltar a Los Angeles assim que as aulas recomeçarem.
— Que pena! Tenho certeza de que se destacaria na equipe local.
Sorrindo, Danielle ergueu o rosto para encará-la.
— Acredita mesmo que eles me aceitariam na equipe?
— Claro, principalmente se você se esforçar para entrar em forma.
Danielle assentiu e, antes de mergulhar, lançou um olhar suplicante em direção a Demi.
— No caso de Joe me obrigar a ficar até dezembro, poderia ser minha treinadora durante o verão?
Um milhão de razões pelas quais deveria dizer "não" ao pedido inesperado cruzaram a mente de Demi. Mas a expressão esperançosa que divisou no rosto de Danielle, a primeira criança que demonstrava, de fato, gostar dela, invalidou toda e qualquer razão que pudesse ter.
— Mostre-me seu nado borboleta outra vez. Se for tão bom quanto acho que é, eu a ajudarei a treinar.

Próximo Capitulo....

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 27


Demi sorriu quando Dani desapareceu no pequeno vestiário, ponderando que talvez fosse melhor com crianças do que imaginava. Claro que a tintura do cabelo de Danielle não causaria dano algum à piscina, e ela também não fazia a menor idéia se o cloro deixaria as mechas coloridas verdes. Ainda era altamente improvável que um simples piercing pudesse entupir o filtro da piscina. Seu objetivo ao dizer tal coisa fora apenas livrar Danielle da máscara que ela usava.
Era óbvio que a Terceira Guerra Mundial estava prestes a explodir do outro lado da rua e, por alguma estranha razão. Demi achou que seria bom aliviar um pouco a tensão que pairava no relacionamento de pai e filha. Talvez assim, Joe pensasse mais na menina e esquecesse de vez o que acontecera entre eles na sexta-feira à noite.
Claro que não podia negar que estar nos braços fortes e senti-lo acariciar seu corpo de forma sedutora e apaixonada tinha sido a coisa mais maravilhosa que já lhe acontecera, mas a vida não era feita apenas de sexo, havia o lado prático a se considerar.
Bastou pensar nisso para decidir que naquele momento não precisava de um homem para complicar ainda mais as coisas. Tinha sofrido muito com o fim de seu casamento e não queria repetir a dose, além do mais, sua carreira estava em uma fase tão boa que não queria, e não podia, perder o foco e a concentração no que realmente importava.
Um leve latido a trouxe de volta à realidade.
— Ah, Kiwi, quase me esqueci de você — comentou Demi, rindo. Bem, lá estava ela, que vivia repetindo que os cães a odiavam, com o minúsculo amigo de Danielle nos braços. Eram muitas novidades para tão pouco tempo. Primeiro uma noite de amor nos braços de Joe Jonas, depois no sábado fora conhecer Gwen, a nova namorada de Taylor e, apesar de tudo, achava que seu irmão tinha razão, os dois pareciam mesmo muito enamorados, e agora ainda havia o cãozinho e a menina que a consideravam uma boa amiga. Quantas surpresas o mundo estava lhe reservando!
Sorrindo, Demi retornou à mesa no pátio, sentou-se e colocou o cachorro no colo. Kiwi imediatamente esticou o focinho e tentou se aproximar da travessa com os pãezinhos de canela.
— Certo seu pequeno faminto, vou lhe dar só mais um pedaço, não creio que pães de canela sejam bons para um cãozinho como você.
— Com quem você está falando?
Demi ergueu a cabeça a tempo de ver Selena empurrar o portão da lateral e entrar no pátio.
Inevitavelmente, a ex-Miss Illinois riu ao avistar Kiwi.
— Demi Lovato — começou a dizer Selena, meneando a cabeça —, que grande mentirosa você é. Pensei ter dito que detestava cães.
— Nunca disse que detestava cães, sempre deixei claro que eram eles que não gostavam de mim — respondeu, empertigada. — Apenas esse aqui parece ser uma exceção à regra. Não sei por que, mas o fato é que ele deixou claro que gosta de mim.
— Quer dizer que o cachorro do Joe gosta de você? — gracejou Selena.
— Pelo que sei o cãozinho é da filha de Joe, não dele — Demi comentou, no mesmo instante em que Danielle saía do pequeno vestiário.
— Ah, quer dizer aquela filha, não? — provocou-a Selena, rindo abertamente.
Demi a retalhou com o olhar.
— Escute, o cachorro apenas escapou e Dani correu atrás dele. Depois de encontrá-los em meu pátio, acabei convidando a menina para nadar um pouco, pois ela disse que adoraria poder fazer isso. Qual o problema?
Selena esperou até que Danielle mergulhasse nas águas azuis, antes de sussurrar:
— Ora, vamos, você nunca convidou os gêmeos ou Sonya para nadar em sua casa.
Demi fez uma careta.
— E quando você e Kristen deram a entender que deixariam as crianças ficarem sozinhas comigo ou que gostariam que elas nadassem aqui? Vivem se vangloriando de como seus filhos se divertem na piscina do clube.
— Nunca pedimos isso a você porque sabemos que não gosta de crianças.
— Mas eu gosto de crianças! — argumentou Demi. — São elas que não gostam de mim.
Selena lançou um olhar em direção a Danielle, que estava nadando na piscina.
— Bem, essa menina, pelo menos, parece gostar de você. — Franzindo o cenho, olhou Danielle com mais atenção e indagou:
— O que houve com ela? Parece quase normal agora.
— Ah, por favor, fale baixo — pediu Demi, aborrecida, — A garota poderá ouvi-la.
Selena fez uma careta.
— Por que será que ficou tão protetora de uma hora para outra?
— Sem esperar por uma resposta, sentou-se em uma das cadeiras com almofadas listradas. — Tem algo que queira me contar, srta. Nova Mamãe-Urso do condomínio?
Demi gemeu, irritada.
— Claro que não, Selena!
— Sabe o que acho?
— Não, mas tenho certeza de que me dirá.
— Bem, acho que percebeu que gosta muito mais de Joe do que imaginava a princípio e que é por isso que neste momento a filha dele e esse cachorrinho-de-crista chinês estão aqui.
Furiosa, Demi inclinou-se em direção à amiga e respondeu por entre os dentes:
— Como pode dizer algo tão absurdo?! Mesmo se tivesse qualquer interesse por Joe, jamais usaria uma criança para conseguir me aproximar dele. — Ao completar a frase, olhou de soslaio para a piscina a fim de se certificar de que Danielle não tinha ouvido a bizarra conversa.
— Não existe razão para ficar tão zangada — Selena respondeu, sem se alterar. — Na realidade, estou muito orgulhosa de você. Nunca imaginei que fosse tão esperta e que usasse a inteligência para conseguir entrar na vida de um homem. Você sempre foi tão passional que me deixava preocupada.
— Quer acredite em mim, ou não, não tenho o menor interesse em Joe e, mesmo se tivesse, não seria tão torpe a ponto de usar uma criança e seu animal de estimação para conseguir meu intento.

Próximo Capitulo...

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 26


— Se não me engano, parece que esse é o meu lado da rua, srta. Lovato.
Ela fez uma careta e sinalizou em direção à escada, indicando que Danielle poderia ouvi-los. Pegando-o pelo braço, puxou-o novamente para a porta da frente.
— Escute — começou a dizer num sussurro —, Dani pediu para nadar em minha piscina. — Olhou nervosamente em direção a escada outra vez. — Respondi que nem ao menos o conhecia e por isso ela insistiu que eu viesse e me apresentasse a você. Portanto, não se vanglorie nem por um instante sequer achando que cruzei a fronteira que estabeleci entre nós por outro motivo que não fosse para pedir a sua permissão para que Danielle possa nadar em minha piscina.
Joe estava prestes a provocá-la ainda mais, porém, naquele instante, Dani surgiu no alto da escada. Ela estava usando um biquíni e uma saída de banho atoalhada, e exibia um largo sorriso nos lábios tingidos de preto, o que deixava claro que se tentasse impedi-la, compraria um sério problema. Assim, Joe foi muito diplomático ao virar-se para Demi e dizer:
— Se tem certeza de que Danielle não irá atrapalhá-la, claro que ela poderá nadar em sua casa, mas, um pouco mais tarde.
—Mais tarde?! — Danielle gritou, descendo os últimos degraus de um salto.
Demi percebeu o que estava prestes a acontecer e, murmurando algumas palavras apropriadas, saiu rapidamente da casa, seguida de perto por Kiwi.
— A escolha é sua, Danielle — Joe falou, assim que ficaram sozinhos. — Pode nadar mais tarde, ou não nadar hora alguma.
Ela o fitou como se quisesse trucidá-lo.
— E da próxima vez que sair, espero que tenha a intenção de me avisar — completou Joe, sem se alterar.
— E eu espero que pare de me tratar como um bebê — Danielle explodiu. — Não sou mais a sua joaninha como costumava me chamar quando eu era pequena, entendeu? — falou, sem perceber que acabara de revelar que ainda tinha lembranças da melhor época de seu relacionamento com Joe, quando durante as suas raras visitas ele a levava para passear e costumava chamá-la de joaninha, por causa dos cabelos escuros e a pele rosada como a do pequeno inseto. — E, por favor, prefiro ser chamada de Dani.
Joe suspirou. Sentiu um aperto no peito ao pensar que sua pequena joaninha não queria mais o apelido carinhoso que lhe dera.
— Pois eu lhe dei o nome de Danielle e é assim que a chamarei. Também penso que a melhor coisa a fazer agora é tomar seu café da manhã e arrumar seu quarto como se deve. Só então poderá nadar na casa de Demi Lovato.
— Alguém já lhe disse que você é um déspota prepotente? — resmungou Danielle marchando para a cozinha.
— Bem, digamos que já fui chamado de coisas bem piores — Joe respondeu rindo, lembrando-se dos comentários de Demi poucos dias antes. De qualquer forma, por mais crescida que sua joaninha julgava estar, aquele era um assunto que jamais lhe contaria. Por enquanto, estava feliz que ela tivesse lhe obedecido e, mais ainda, por ter gostado de Demi. Era estranho, mas isso o fazia sentir-se extremamente orgulhoso. Afinal, quem não estaria? Tinha sua filha de volta e, havia apenas duas noites, tivera a mulher mais maravilhosa do mundo, em seus braços e em sua cama. Como isso acabaria era algo em que Joe ainda não queria pensar...

Danielle apressou-se em fechar o portão da entrada lateral da casa de Demi e quando não a avistou ao lado da piscina começou a ficar preocupada que aquelas regras estúpidas de Joe pudessem tê-la feito mudar de idéia sobre deixá-la nadar. Então, quando viu Demi abrir as portas duplas que davam acesso ao pátio, deixou um suspiro de alívio escapar de seus lábios.
Demi trazia Kiwi nos braços e um enorme frasco na outra mão. O que seria? Xampu?
— Tome — Demi falou, aproximando-se dela e entregando-lhe o frasco colorido. — Vá até o vestiário ali nos fundos e lave seus cabelos. Essas mechas falsas ficarão verdes no instante em que entrarem em contato com o cloro da água.
Dani deixou a toalha e o roupão sobre uma das espreguiçadeiras.
— Não me importo se as mechas ficarem verdes. Verde, roxo ou pink funcionam igualmente para o meu propósito.
— Mas eu me importo — Demi insistiu. — Não quero toda essa tinta em minha piscina.
Ora, naquilo Danielle não havia pensado. Por isso, sem questionar mais, pegou a toalha e o xampu e fez menção de seguir para o vestiário.
— Espere — Demi falou novamente, estendendo a mão para ela. — É melhor deixar esse seu piercing falso comigo também. Se você o perder na água, ele poderá entupir o filtro. Além do mais, se o perder não terá como irritar seu pai com esse seu visual.
Dani assentiu prontamente. Gostava do jeito como Demi falava com ela, era objetiva e direta, e não a tratava como se fosse uma criancinha boba que precisava de atenção e caridade só porque perdera a mãe em um estúpido acidente. Um sorriso iluminou o rosto naturalmente bonito de Danielle quando ela concluiu que Demi Lovato a estava tratando como uma amiga e, por isso, pela primeira vez em muito tempo, seu coraçãozinho abriu-se como uma flor que desabrocha no início da primavera, após um longo, gélido e solitário inverno.

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