Historias

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Sr.Playboy - capitulo 45

Na sexta-feira de manhã, Danielle tinha acabado de pegar sua escova de dentes quando a voz zangada de sua avó ecoou pelos aposentos da mansão, chegando até o andar superior. Ela suspirou desalentada, perguntando-se o que o pobre Raoul ou a nova empregada teriam feito para deixar Natta tão zangada. No entanto, tinha acabado de colocar a escova na boca quando ouviu Raoul revidar.
Dani imediatamente tirou a escova e cuspiu a pasta.
Raoul gritando com sua avó era algo que não desejaria perder por nada na vida. Sempre imaginara que o motorista-mordomo ficaria do lado de Natta enquanto vivesse. Talvez por isso, ainda de pijamas, Dani estava quase no pé da escada quando se deu conta de que a voz masculina não era a de Raoul, mas de Joe!
Surpresa, correu até a porta da sala de jantar, mas teve controle o suficiente para não entrar no aposento. Em vez disso, espiou discretamente pelo vão da porta deixada entreaberta.
Joe estava de costas, mas Natta estava voltada para a entrada e era possível ouvi-la perfeitamente bem. A discussão entre eles era mais do que acalorada. Tanto que Dani temia que aquela grossa máscara hidratante verde que a avó usava todas as manhãs fosse derreter. Só em pensar no quanto a grande Ranatta Harper deveria ter ficado aborrecida por ter de enfrentar Joe usando sua máscara de beleza a fez rir alto. Ninguém, além dos criados e a família, jamais via Ranatta antes de ela estar impecável.
— Você tem um segundo antes de eu chamar a polícia! — Ranatta gritou.
— Pois chame—Joe gritou de volta. — Meu direito à custódia temporária de Danielle é válido até dezembro. Vou levar minha filha de volta a Chicago, Ranatta. E não há nada que possa fazer para me impedir.
Ranatta deu um passo em direção a Joe e ergueu a mão ameaçando-o.
Ele, no entanto, segurou-a pelo pulso e vociferou:
— Pare. Suas ameaças funcionaram no dia em que vim aqui para levar Carla e Danielle de volta para Chicago. Mas não dessa vez, Ranatta. Não recuarei como fiz quando vim buscar as duas há quase quatorze anos. Carla está morta, mas minha filha precisa de mim.
Dani sentiu seu mundo ruir, e, sem pensar, entrou na sala de jantar, exigindo saber:
— Você veio mesmo buscar a mim e a Carla?
Joe virou-se para encará-la.
Ranatta aproveitou para gritar:
— Vá para seu quarto agora mesmo, Danielle!
— Não! — Dani teimou e encarou a avó. — A senhora disse que Joe riu quando Carla o abandonou e me trouxe para cá. Sempre frisou que ele nunca quis saber de mim e que era apenas por ter a consciência pesada que me ligava aos domingos e vinha me visitar duas vezes por ano. Como pôde mentir dessa forma?!
— Você não sabe o que está falando — Ranatta fingiu não entender.
— Responda, Natta! — Dani gritou. — Como pôde mentir para mim?
— Discutiremos isso mais tarde, Danielle — falou a grande magnata da Harper Models. — Agora vá para seu quarto. Joe já está de saída.
— Engana-se, não vou embora sem minha filha — declarou ele, olhando diretamente para Danielle ao pronunciar tal frase.
Dani virou-se para encará-lo.
— E se eu não quiser ir com você?
— Virá de qualquer jeito, minha querida — ele falou, deixando claro que desta vez não desistiria das prerrogativas de pai.
— Nesse caso... — Danielle respondeu sorrindo. — Espere só um instante.
Ela demorou pouco mais de meia hora para arrumar suas coisas e gastou apenas alguns minutos para escrever um bilhete a sua avó, pois conhecendo-a como conhecia, sabia que não estaria por perto para se despedir na hora que partisse. Por isso, Dani escreveu:
Ainda te amo, Natta, mas quero ir para casa com Joe. Ele é meu pai e devemos ficar juntos para sempre.
Dessa forma, quando desceu a enorme escadaria com as malas e Kiwi em seu encalço, encontrou a nova empregada no hall de entrada, exatamente como esperava que acontecesse.
— A Sra. Harper disse que...
Dani sorriu e fez sinal para a pobre mulher que não precisava continuar.

— Não se preocupe, apenas entregue isso a minha avó — pediu, antes de girar nos calcanhares e deixar a elegante, porém, infinitamente triste mansão de Los Angeles. Uma nova vida a aguardava em Chicago.


Meninassssssssssssss estou doenntinha hoje e só vou postar 1 amanhã eu posto mais !!!!!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sr Playboy - Capitulo 44

Dani pegou a revista e franziu o cenho. A foto da capa trazia Joe abraçado à famosa modelo Kristennifer DiCarlo, e o título chamativo da reportagem de capa era:
Novo casal de celebridades — será que os dois têm mais planos em comum do que a nova campanha antidrogas de que participam?
— Aí está mais uma prova de quão comprometido Joe é com seus relacionamentos — escarneceu Ranatta. — Posso apostar que ele deixou aquela tal Demi de lado no momento em que viemos para Los Angeles.
— Não acredito nisso — Dani falou. — Essa campanha antidrogas é muito importante para Joe e ele não se arriscaria a arruiná-la só para ter um caso com Kristennifer DiCarlo.
— Ah, por favor, Danielle — Ranatta a repreendeu. — Certamente a essa altura você não tem mais a ilusão de que Joe se preocupa com algo mais que não seja ele mesmo.
Dani suspirou.
— Pare com isso, Natta. Joe nunca disse uma só palavra contra a senhora. Portanto, também não deixarei que fale mal dele!
Por uma fração de segundo, Danielle pensou ter vislumbrado um brilho de respeito nos olhos verdes da avó, tão parecidos com os seus, mas esse desapareceu no instante em que Ranatta vociferou:
— Esta é a minha casa, menina. Portanto, digo o que quiser, sobre quem e quando eu quiser. Nunca se esqueça disso — e sem mais uma palavra levantou-se e saiu da sala.
Apesar do desfecho dramático, Dani sabia que tinha feito um enorme progresso ao defender aqueles que amava diante da avó e, mais ainda, que talvez algum dia Ranatta Harper a respeitasse por isso.

— Por quanto tempo ainda pretende ficar na fazenda, Joe?
— Não sei, ficarei enquanto estiver me sentindo bem aqui — ele respondeu a seu agente na quinta-feira de manhã.
— Desde que esteja presente no Wrigley Field no sábado à noite, por mim, tudo bem. É o último jogo dos Cubs nesta temporada e espero que se lembre de que se comprometeu a lançar a primeira bola da partida. O Joe Jonas que conheço não faltaria a um compromisso já assumido.
Joe não se dignou a responder.
— Só mais uma pergunta — kiddy Vance prosseguiu. — Quando vai desistir de ser um time de um só jogador e procurar o restante de sua equipe, meu rapaz?
— De que, diabos, está falando? — Joe bradou do outro lado da linha.
— Vamos, meu caro, você é esperto o suficiente para saber a que me refiro — Buddy respondeu, antes de o telefone ficar completamente mudo.
Joe fechou os olhos, mas continuou sentado na cadeira de balanço, olhando para as águas azuladas do lago. Na noite em que Danielle partira, ele tinha ido diretamente para a fazenda que fora de seu pai. Não havia como ficar em Woodberry Park. Não depois de sua filha tê-lo deixado. E muito menos sabendo que Demi estava do outro lado da rua e que o fitaria com o mesmo desapontamento de Danielle.
Era trágico, mas tinha passado a vida inteira desapontando as mulheres.
Lembrou-se de Carla, de Danielle... e de Demi. Droga, não bastasse sua filhinha ainda por cima tinha de ter desapontado Demi e isso era quase insuportável. Claro que vira as inúmeras mensagens que ela havia deixado em seu celular, mas sabia que, na verdade. Demi só desejava mesmo recriminá-lo por ter deixado Danielle partir e por ter sido um grande imbecil.
Verdade que perdera as duas pessoas que mais amava no mundo e que isso bastava para fazê-lo se sentir a mais miserável das pessoas e desejar ficar ali, no meio do mato, absorvendo lentamente sua dor e solidão até que não houvesse mais espaço para o sofrimento e a autoflagelação. Por um instante, cogitou o que Buddy, de fato, queria dizer quando falara em time de um homem só.
Para seu agente era muito fácil falar, não fora ele que havia sido abandonado pela mãe quando ainda era criança; não fora ele que perdera a primeira mulher que amara, a qual ao partir ainda levara consigo sua única filha; e também não fora ele que perdera a gloriosa Demi. Se fosse, o que Buddy teria feito?
Qualquer coisa, menos fugir como você está fazendo, seu idiota!, respondeu a voz da razão. E, de repente, Joe se deu conta de que fora exatamente aquilo que fizera durante toda a sua vida, o velho Joe, aquele que todos chamavam de o Lobo era, na verdade, um medroso que atacava para não ser atacado e que fugia quando se sentia ameaçado. Mas o novo Joe, aquele que despertara para a vida em Woodberry Park, esse era diferente. Ele lutava pelo que queria... e conseguia.

E o novo Joe estava de volta.

Desculpem meninassss mas para compensar vocês ai estão trÊs capitulosssss amanhã tem mais !!! beijoss

Sr. Playboy - Capitulo 43

Depois de sua primeira semana de volta a Los Angeles, Danielle percebeu que tinha tomado a decisão certa. Natta ficara tão feliz em tê-la de volta que concordara em lhe dar algumas semanas de férias antes de as aulas recomeçarem.
Depois que dissera que não queria mais ser modelo antes de ir para uma boa universidade, a avó também parará de falar sobre o assunto. No entanto, Danielle não sabia ao certo se aquilo duraria por muito tempo ou se era apenas uma trégua. Afinal, por melhor que Natta estivesse tentando se mostrar, ela ainda era exatamente o tipo de pessoa que gostava que tudo saísse conforme o planejado, e isso não incluía uma neta que tinha vontade própria e muito menos um cachorrinho curioso como Kiwi, que Natta, surpreendentemente, lhe permitira manter.
Já fazia duas semana que tinha voltado a Los Angeles, mas Dani não sabia por quanto tempo conseguiria tolerar a saudade de casa em Chicago. Se sua amiga Hayley não tivesse se mudado para o Texas, talvez as coisas fossem diferentes, mas agora, sentia-se mais sozinha do que nunca, lembrando-se de todos os bons momentos que passara em Woodberry Park, na companhia de Joe, Demi, e das outras pessoas maravilhosas que tivera oportunidade de conhecer. Todas as vezes que pensava nisso tinha uma vontade enorme de chorar.
O mais triste, era pensar que talvez Natta estivesse certa o tempo todo e que Joe não se importava tanto com ela como dizia. Era óbvio que nunca fora a prioridade de seu pai. Agora, por exemplo, os dois estavam de volta à estaca zero, com ele ligando aos domingos para saber como fora a sua semana e prometendo que a visitaria no Natal e em seu aniversário.
De repente, seus pensamentos voltaram-se para Demi e Dani ficou ainda mais triste. Lembrava-se de ter visto Demi chorar na noite de sua partida e, só em pensar nisso, desejava ter mandado Natta parar o carro para que, ao menos, pudesse se despedir dela. Quer tivesse mentido ou não, sempre a consideraria uma grande amiga. E, afinal, que mal havia se ela e seu pai estavam juntos? Eles tinham o direito de uma vida feliz, não?
Talvez, quando Joe ligasse no próximo domingo poderia lhe pedir que mandasse lembranças suas a Demi. Quem sabe aproveitasse aquele momento para perguntar por que ele não tinha agido como pai no dia de sua partida e lhe dito que não iria para Los Angeles de jeito nenhum!
Não, Dani sabia que não teria coragem para tanto.
Fizera sua escolha.
E Joe a dele...
Agora só lhes restava lidar com os desdobramentos que resultavam de tais escolhas.
Um longo suspiro emergiu dos lábios rosados de Danielle quando ela entrou na sala de jantar formal e luxuosa, onde Ranatta a esperava com as faces cobertas pela máscara hidratante verde, sorvendo um longo gole de chá de uma xícara de porcelana inglesa. Suspeitava que aquela sua aparição no café da manhã da avó logo seria recriminada, mas não se importava muito com o fato, pois enquanto estivera em Chicago aprendera a levantar-se cedo e aproveitar bem o dia. Ademais, não pretendia retomar o velho hábito de fazer todas as suas refeições sozinha. Por isso, ignorou a expressão contrariada da avó, e, curvando-se, pegou Kiwi e o colocou sobre as pernas, antes de dar um pedaço de sua torrada ao cãozinho chinês.
Estava tão concentrada em alimentar seu amiguinho que demorou alguns segundos para notar o mais recente exemplar da revista People sobre a mesa. Já sentia pena da pobre criada que esquecera a revista junto com os jornais que Natta lia todas as manhãs quando ouviu sua avó dizer:

— Achei que você gostaria de dar uma olhada na nova edição da People — e sem mais palavras, entregou a revista a ela.

Próximo Capitulo.....

Sr. Playboy - Capitulo 42

Passava das sete da noite quando o garçom conduziu Joe e Demi até uma das mesas do The Three House Restaurant, em Chicago. Joe estava feliz como havia muito não se sentia e convidara Demi para comemorar o fato de Danielle ter decidido ficar em sua companhia. Agora não havia mais nada que pudesse impedi-los de serem felizes juntos. Aos poucos, as pessoas e a própria Dani se acostumaria com a idéia. Claro que ainda não contara a ela sobre a vizinha, pois pretendia fazê-lo só após Demi ter concordado, mas, se tudo saísse como o planejado, isso não tardaria a acontecer.
— Tenho uma confissão a fazer — disse Demi, assim que se acomodaram à mesa. — Escolhi este restaurante porque tinha uma fantasia especial em relação a nós dois.
Joe olhou em torno do terraço, então inclinou-se sobre a mesa, sussurrando:
— Lamento, querida, mas acho que não daria certo. Não existe uma árvore grande o suficiente para nos esconder aqui.
Demi bateu-lhe de leve no braço.
— Seu tolo, estava prestes a dizer algo romântico e você me interrompe com essa tirada!
Joe esticou o braço e pegou as mãos macias entre as suas, levando-as aos lábios.
— Vá em frente, então, diga-me algo romântico.
— Primeiro, quero que saiba que estou imensamente feliz por Danielle ter dito à assistente social que desejava ficar, depois, devo confessar que em minhas fantasias românticas de adolescente eu sonhava em vir com você em um lugar como esse e, bem, ter um daqueles jantares maravilhosos que só acontecem em filme e em livros.
Os dois inclinaram-se para a frente ao mesmo tempo, e depois de se beijarem apaixonadamente. Demi acariciou o rosto anguloso de Joe. Foi um momento muito mais terno e poderoso do que havia imaginado em suas fantasias. Mas isso só até ela se dar conta de que Danielle caminhava furiosa em direção à mesa, acompanhada por uma senhora elegante e imponente que não poderia ser outra pessoa senão Ranatta Harper.
— Sinto muito ter sido obrigada a trazê-la aqui, Danielle — Ranatta falou, lançando um olhar fulminante para Joe e Demi. — Mas eu tinha de lhe provar que Joe não se importa com ninguém além de si mesmo, e que essa moça que você diz ser sua amiga só a trata bem porque tem um caso com seu pai.
Demi estava perplexa demais para dizer qualquer coisa e Joe só conseguia olhar para o rosto coberto de lágrimas da filha.
— Isso é verdade? — Dani indagou. — Vocês estão tendo um caso?
— Sim — Joe respondeu, após algum tempo. — Eu e Demi estamos juntos.
— Por que mentiram para mim?—gritou ela, atraindo a atenção de todos no restaurante.
— Nós não mentimos, querida — Demi murmurou. — Só estávamos esperando o momento certo para contar.
— É pena que o detetive que minha avó contratou tivesse gravado todas as conversas que tiveram ao telefone antes, não? Tenho nojo de vocês!
Ranatta Harper pegou a neta pelo braço e a puxou em direção à porta do restaurante.
— Estou levando Danielle de volta a Los Angeles, Joe Jonas. E não tente vir atrás de nós, pois se o fizer usarei aquelas fitas gravadas e tenho certeza de que nenhum juiz daria a guarda da menina a você.
Joe correu atrás delas, mas não as impediu de partir. Em vez disso, ficou observando quando entraram na limusine e desapareceram nas ruas movimentadas de Chicago.
— Joe? — chamou-o Demi, aproximando-se e segurando-o pelo braço. — Tenha calma, Dani está furiosa, mas isso vai passar.
Joe estava transtornado.
— Não, você não conhece Ranatta Harper. Eu deveria ter imaginado que ela faria algo como contratar um detetive. Como pude ser tão tolo a ponto de marcar esse jantar com você antes de contar tudo a Danielle?
— Quer dizer que esse jantar e tudo o mais que vivemos foi uma grande tolice? — Demi empertigou-se, sabia que ele estava magoado, mas isso não justificava a infelicidade do que acabava de dizer.
— Não foi isso o que eu disse. Além do mais, não tenho a menor intenção de discutir com você agora. É de minha vida que estamos falando!
— Sua vida?! — Ela o encarou, lívida. — Pois pensei que Dani e eu fizéssemos parte de sua vida e fôssemos igualmente importantes para você.
Joe não se dignou a responder.
— Oh, meu Deus, agora entendi. Você está me culpando pelo que houve e por Dani ter ido embora com a avó. Como pode fazer isso?
— Estou culpando a mim mesmo por nossas noites de fantasia e por não ter resistido a seus encantos.
Demi sentiu os olhos marejados de lágrimas.
— Já basta, Joe, não quero ouvir nem mais uma palavra. Se você realmente quer sua filha de volta, vá buscá-la. Quanto a mim quando estiver mais calmo, por favor, me procure. Agora, se não mudar de idéia sobre nosso romance ter sido um erro, é melhor esquecer que eu existo — e dizendo isso, fez sinal para um táxi e entrou no carro, partindo sem nem ao menos olhar para trás.

— Estou absolutamente atônita! — Kristen disse, quando se sentaram à mesa da casa de Selena, na quinta-feira. — Não consigo acreditar no que Joe fez e nem que o advogado dele a tenha procurado pedindo para colocar a casa à venda.
— Bem, quando Joe não retornou minhas ligações a semana inteira, eu desconfiei de que isso pudesse acontecer — confessou! Demi. — Sábado completará duas semanas que ele e Dani partiram. Está tudo terminado, tenho de aceitar isso — falou, lembrando-se de que após aquela fatídica noite, Joe pegara suas malas e não voltara mais ao condomínio.
— Honestamente, estou preocupada com você, querida — Selena atalhou, fitando-a por sob as longas pestanas. — Tem estado calma demais diante da situação e isso não me agrada.
— Concordo — manifestou-se Miley, andando de um lado para outro do aposento enquanto ninava a pequena Lizzie. — Sei quanto gosta de Joe e Dani, e quando pessoas que amamos nos deixam, não é normal abrirmos os braços em sinal de impotência e dizermos "bem, se eles querem assim".
— Ora, e o que esperava que eu fizesse?! — empertigou-se Demi.
— Simples, se Joe não atende o celular, ligue para o agente dele e tente descobrir onde nosso amigo se encontra — sugeriu Selena. — Portanto, pode parar com essa história de que não sabe onde Joe está. Sempre existe um jeito de descobrirmos as coisas quando queremos.
— Não! — Demi bradou. — Não vou ligar outra vez. Não depois do que houve. Sei que a ligação do advogado dizendo para colocar a casa à venda foi a resposta de Joe às mensagens que deixei na caixa postal dele.
Kristen meneou a cabeça com pesar.
— Pobre Dani, fico imaginando como aquela garota não deve estar infeliz a esta altura dos acontecimentos.
— O meu maior pesar em tudo isso é justamente o fato de Dani estar sofrendo — admitiu Demi. — Sinto falta dela da mesma forma que sinto de Joe e de Kiwi.
— Talvez você devesse comprar um cãozinho para te fazer companhia — Selena sugeriu.
— Não, a única coisa que me consola agora é o trabalho, por isso vou direto à imobiliária — falou, preparando-se para sair. — Obrigada por se preocuparem comigo, meninas, mas ficarei bem.
Demi só desejava poder acreditar no que acabava de dizer às amigas. Assim, quando cruzou o espaço que separava a casa de Selena de sua própria garagem, estava chorando. Afinal, era triste descobrir que Dani tinha sido sua falsa filha, Joe seu falso grande amor, e Kiwi, seu falso cãozinho de estimação.

Mas se falsidade e fingimento era o que precisava para mantê-la lúcida durante aquele momento tempestuoso de sua vida, então ela continuaria fingindo que estava tudo bem e que não sentia a falta daqueles que mais amava na vida.

Próximo Capitulo....

domingo, 9 de junho de 2013

Aviso





Meninaaaaasss  hoje eu não vou postar por que hoje e meu Aniversário !!!!!!! e prometo recompensar vocês com dois capítulos amanhã !!! por favor me desculpem !! 

beijinhos e amo todas vocês !!!!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 41

Quando ele voltou à sala, Dani já tinha subido para seu quarto.
— Posso entrar? — Joe perguntou, depois de galgar as escadas e bater à porta.
— Se eu disser que não, não vai adiantar, mesmo. Então entre.
Lentamente, ele empurrou a porta e a viu sentada na enorme cama de dossel.
— Obrigado, Danielle. Não imagina o quanto fico feliz por saber que deseja ficar em Woodberry Park.
— Sim, mas este pode ser apenas um arranjo temporário, porque ainda penso em ser modelo e um dia vou para Hollywood em busca de meu sonho.
— Entendo perfeitamente, filha. Mas nisso pensaremos depois — ele riu, então, surpreendeu-se quando um estranho som ecoou pelo aposento. — O que é isso?
Dani suspirou, antes de pegar um celular debaixo do travesseiro.
— Tome, este é o celular que Natta me deu para que ficássemos em contato o tempo todo. Acho melhor você atender e dizer a minha avó que resolvi ficar aqui por enquanto.
— Por que eu faria isso?
— Ora, porque é meu pai e deve me proteger de tudo e de todos.
Joe a fitou muito sério, mas aquela frase teve um forte efeito sobre as suas emoções. Afinal, Dani acabara de reconhecê-lo abertamente como pai. Assim, abriu o celular e levou-o a orelha.
— Vamos, logo, Danielle, diga como foi a conversa com a assistente social? — Ranatta exigiu saber, do outro lado da linha.
— Foi muito bem, Ranatta — falou Joe, sem se alterar. — Aliás, tão bem que minha filha pediu para lhe dizer que ficará em Chicago por enquanto e que, quando quiser falar com ela, pode fazê-lo em nosso telefone fixo.
— Joe?! — Ranatta espantou-se. — Como ousa falar assim comigo?
— Assim como? Como um pai que quer a filha ao seu lado? Pois saiba, Ranatta, que não a deixarei mais intervir nesse assunto. O juiz me deu a guarda temporária de Danielle e, com certeza, acabará me dando a permanente também.
— Aí é que você se engana, meu caro. Isso não ficará assim! — Ranatta vociferou, antes de desligar o telefone.
Dani encarou o pai, preocupada.
— O que minha avó disse?
— Nada querida. Fique tranqüila, pois não existe nada que Ranatta possa fazer agora.

Infelizmente Joe não fazia idéia do quanto estava enganado.

Próximo Capitulo....

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sr. Playboy - Capitulo 40

Demi ainda pensou em se recusar a fazê-lo, mas no fundo, embora Selena fosse terrivelmente curiosa, Miley muito mandona e Kristen excessivamente controlada, ela as amava e sabia que só queriam o seu bem. Além disso, deveria dar a mão à palmatória e reconhecer que desde o princípio as mulheres do Clube da Fantasia estavam certas sobre Joe. Dessa forma, após ter ligado para a imobiliária, contou-lhes sobre sua paixão adolescente por Joe, como se sentira quando ele dera a tal entrevista falando sobre "jantar primeiro, a garota depois", e também sobre as noites de fantasia que haviam partilhado ao telefone... e ao vivo.

Na terça-feira de manhã, Joe deu uma última checada na casa. A seu ver, tudo estava na mais perfeita ordem. A assistente social encarregada do caso de Danielle, a Sra. Brown, dissera que os visitaria às dez horas e, de acordo com seu relógio de pulso, tinha exatos cinco minutos antes que ela chegasse. Não ficava nervoso daquele jeito desde que...
Céus, a quem estava tentando enganar? Nunca havia estado tão nervoso quanto agora. Vestira-se de maneira formal, com gravata e tudo, mas acabara mudando de idéia e trocara a roupa por algo mais prático, porque achou que a assistente social notaria que estava tentando impressioná-la. Havia ainda outro detalhe, ficava nervoso só em pensar no que Danielle poderia dizer à mulher quando essa lhe perguntasse o que estava achando do tempo que passava na companhia do pai.
Claro que Dani havia melhorado muito desde que chegara ali. Parecia mais feliz, fizera amizade com Katie Porter e as duas saíam com freqüência. Ela também ficara ainda mais amiga de Demi, que a ajudava a treinar para a equipe de natação todos os dias e ainda convidara Katie para se reunir a elas às terças e quintas-feiras. No entanto, havia ocasiões em que Dani se trancava no quarto e se recusava a fazer o que ele dizia. Embora soubesse que isso era típico de adolescentes, Joe tinha medo de que sua filha não estivesse certa se queria mesmo continuar vivendo em sua companhia. E se Dani dissesse à assistente social que queria voltar para Los Angeles?
Não, depois de tê-la consigo não conseguia mais imaginar-se sozinho, até do irrequieto Kiwi sentiria falta.
Estava tão imerso em seus pensamentos, que se assustou quando a campainha ecoou pela sala. Apertando as mãos, fez sinal de silêncio para Kiwi e apressou-se em atender.
— Sra. Brown, por favor, entre — falou, procurando ser o mais polido possível.
A mulher lançou-lhe um olhar enfadado, porém, não sorriu ou agradeceu, limitando-se a segui-lo até a sala de visita.
— O que é isso? — perguntou ela, olhando para Kiwi que começou a saltitar entre as pernas de Joe. — Alguma espécie de roedor?
— Não, é um cão-de-crista chinês — explicou.
— Ah, não gosto de animais — disse ela com uma expressão desgostosa, abrindo a pasta que carregava e tirando uma caneta dali. — Estou pronta para começar. Pode chamar sua filha, Sr. Jonas?
Joe assentiu e desculpando-se, pediu a Danielle que descesse.
Quando a menina finalmente entrou na sala, ficou obviamente chocada com a figura austera. Dani esperava alguém mais jovem e gentil e a Sra. Brown não era nada disso.
— Olá, Danielle. Gostaria que me dissesse como estão indo as coisas por aqui — a assistente social foi direto ao ponto, fazendo-a se lembrar imediatamente de Natta.
— Estão bem, obrigada.
Joe a fitou com o cenho franzido, preocupado com o comentário lacônico e, quando viu, já estava acrescentando:
— É verdade, Sra. Brown, estamos surpresos como as coisas estão bem entre nós.
— Sr. Jonas, quem tem de responder às minhas perguntas é sua filha Danielle.
— Claro, claro, desculpe.
A Sra. Brown suspirou e abriu um dos relatórios que trazia.
— Bem, de acordo com minhas informações, você está matriculada na escola pública local, correto, Danielle?
Por um instante, Dani hesitou, então, de repente, exibiu aquele seu lindo sorriso e transformou-se na menina adorável que, de fato, era.
— Sim, senhora. E também já fiquei amiga de Betty Porter e seus filhos, pois faremos revezamento de carros com eles. Katie Porter já é minha melhor amiga, depois de Demi, é claro.
— Demi? — a assistente social olhou de pai para filha, desconfiada.
Joe estremeceu, sabia que o juiz não veria com bons olhos se descobrisse que estava expondo Danielle a seus relacionamentos íntimos.
— Demi é minha vizinha de frente e também treinadora — Dani explicou vindo em seu socorro. — Ela tem uma piscina, e como já foi da equipe de natação do colégio está me ajudando a treinar para conseguir uma vaga na equipe quando as aulas começarem.
— Isso é bom — a Sra. Brown falou, sorrindo pela primeira vez. — Quer dizer que não vê problema algum em continuar morando com seu pai e em conhecê-lo melhor, minha cara?
Joe prendeu a respiração. Era chegada a hora da verdade. Será que Dani o rejeitaria e pediria para voltar para a casa da avó em Los Angeles?
— Não, senhora. Gosto de Woodberry Park. Temos excelentes vizinhos e já fiz muitos amigos. Quero ficar.
Joe teve vontade de correr e abraçá-la, mas sabia que não deveria fazê-lo, pois se aprendera algo sobre adolescentes era que eles odiavam que os pais os fizessem "pagar micos", como ouvira Katie dizer certa feita.
— Que ótimo! Nesse caso, a visita se encerra por aqui, meus caros. Voltarei no mês que vem para cumprir nosso cronograma — e sem mais uma palavra, caminhou para a porta e esperou que Joe a acompanhasse.



 Meninas Depsculpe a demora para postar e que tive um problema com meu Pc !! 

Próximo Capitulo....