Historias

quarta-feira, 14 de maio de 2014

PS. Eu Te Amo - Capitulo 5

Demetria abaixou o bilhete. protegê-la. Isso parecia irônico, comparado ao que ela já havia passado. Teve ganas de se encolher e dormir novamente, mas precisava ser forte. Ela se levantou, esquecendo-se de tirar a aliança novamente. Lhe doera muito remove-la da primeira vez, era como se fosse um pedaço de si. Ela avançou pelo quarto, levando a rosa na mão. Abriu a porta; estava destrancada. Ela observou, procurando algum sinal de arrombamento, mas a fechadura estava intacta. Ela revirou os olhos. Então a campainha tocou.

Demetria: Já vou. – Murmurou, caminhando pelo corredor. Insistiram persistentemente. – Calma. – Pediu. Sua cabeça latejava. A campainha continuava, furiosamente – JÁ VAI!

Demetria abriu a porta pronta pra dar um chega-pra-lá em quem fosse, mas era Selena. Ela suspirou, e deu espaço pra amiga entrar.

Selena: Sabe que eu passei a noite inteira em cólicas?! – Perguntou, histérica. Demetria viu ela tirar o casaco, largando-o no sofá, como sempre – Eu liguei várias vezes, e você não atendeu, não retornou! Demi! – Chamou, exasperada.

Demetria ouviu Selena protestar enquanto andava pelo corredor. Levou a amiga ao seu closet. Arrastou a porta com força, revelando as coisas de Joseph. Selena se calou, exasperada. O perfume de Joseph atingiu Demetria em um golpe impiedoso, mas ela ignorou.

Selena: O que... o que significa isso?

Demetria: Ele voltou. – Disse, percebendo a rouquidão em sua voz. Não lhe fazia bem gritar.


Selena: Como voltou? Você...? – Ela olhou, assustada, a aliança na mão de Demetria. Parecia alguém sendo levada no corredor da morte.

Demetria: Não! – Alertou, e viu Selena respirar fundo – Ele simplesmente estava aqui ontem a noite. Tentou me seduzir. – Disse, rindo consigo mesma.

Selena: Ah, Demi! – Gemeu, solidária – Foi pra cama com ele?

Demetria: Não fui. Eu fugi. Mandei que fosse para o inferno, gritei, e depois me tranquei no quarto de hospedes. Acordei com isso essa manhã. – Ela ergueu a mão esquerda, mostrando o cartão e a rosa.

Demetria viu Selena pegar o cartão e ler, incréSela. Como Joseph podia agir assim? Ela viu Selena, ainda tremula, devolver-lhe o cartão.

Selena: O que vai fazer? – Perguntou, assim que conseguiu achar sua voz.

Demetria: Colocá-lo pra fora assim que ele voltar. – Disse, simples.

Selena: Você não pode. A casa é tanto dele quanto sua. – Lembrou.

Demetria: Ele sabe disso. – Murmurou, irritada – Ou sai ele, ou saio eu.

Selena: Meu apartamento. Venha comigo. Fique lá o tempo que precisar. – Ofereceu, prontamente.

Demetria: Foi meu plano ontem a noite, ir pra lá. Mas ele me interceptou. Resolvi acabar isso de uma vez. Não se pode fugir dele, Sel. Se eu for, ele vai atrás de mim. – Era a mais pura verdade.

Selena pareceu refletir, e decidiu não discutir. Ela suspirou, passando a mão no rosto.

Selena: Preciso ir. – Disse, pesarosa.

Demetria: Já? – Perguntou, exasperada. Selena costumava se demorar.

Selena: Demi, se ele está aqui, e se ele vai voltar logo... – Ela lembrou do bilhete – Não quero vê-lo. Não quero estar aqui quando chegar. Por favor, me entenda. – Implorou, aflita.

Demetria assentiu, e sorriu de canto. Ela própria fugiria, se pudesse.

Demetria: Vou acabar com isso logo. – Prometeu – E você vai poder viver aqui dentro novamente. – Selena sorriu. – Eu até já sei um modo.

Ou assim Demetria pensava.


Próximo capitulo..... 

Obrigadaaaa Meninasss pelos cometários vocês sao maravilhosasss !! Calma muita coisa vai rolar nessa fic e vocês vão entender olado do Joe !! Bjosss 

terça-feira, 13 de maio de 2014

PS Eu Te Amo - Capitulo 4

A verdade era a seguinte: Demetria e Joseph haviam se apaixonado a primeira vista. O casamento veio 4 meses depois. Precoce. Ela tinha 22, e ele tinha 24. Os dois viveram em harmonia por um ano. Se combinavam em tudo. O sexo era maravilhoso. As brigas eram bobas. Então, uma carta anônima semeou a desconfiança em Demetria. Joseph a estava traindo. E ele estava. Descaradamente. Várias mulheres, inúmeras. Era o marido exemplar, mas a traia.
Seu ultimo alvo fora Selena, sua melhor amiga. A carta anônima fora dela. Demetria se lembra de como estranhou o comportamento de Selena: a amiga não ia mais a sua casa, se afastara dela e de Joseph, parecia amedrontada. Em uma bela tarde, Demetria entrou no escritório da amiga, e encontrou Joseph lá. Ele beijava ela. A prensava na mesa, e estava dentre suas pernas. Demetria se sentiu morrer naquele momento. Selena, recuperando a consciência, bateu nele, se afastou. Joseph a olhou, surpreso. Demetria não deveria estar ali. Ela fugiu. Correu dele, correu dali, correu da verdade. Joseph a seguiu até em casa, mas ela explodiu em dor. Como pudera? Ela o colocou para fora. Ele tentou falar, mas ela não deixou. Então, ele foi embora, e desapareceu. Ela também não o procurou. Selena pediu demissão do emprego e iria mudar de cidade, não queria ver ninguém que conhecesse. Demetria a encontrou empacotando as coisas do próprio apartamento, dias depois. Demetria havia ficado em casa, sozinha, mal se alimentando, curvada em bola, chorando sua dor. Mas quando soube que Selena estava indo embora, precisou ir atrás. Era sua melhor amiga, desde pequena. Lembra-se de como Selena a olhou, temerosa, assustada, quando a viu, vestida de preto, em luto por seu coração, parada na porta de casa, com os olhos vermelhos, magoados. Demetria a acusou, e ela aceitou tudo calada. Enfim, falou, e Demetria entendeu a verdade. Ela se afastara para fugir das investidas de Joseph. Deixara de ir a sua casa, e se afastara de Demetria, para evitar o pior. Fora ele, sempre ele. Mas Joseph tinha uma mulher quando a queria. Ele continuou mandando flores e jóias, e ela devolvia todas. Então ele apareceu em seu escritório, sem avisar. Seduzira-a, e ela caíra em seus encantos. Foi quando Demetria chegou. Então, as duas estavam chorando abraçadas, caídas no chão do apartamento. Selena não pediu desculpas a Demetria, considerava o que fizera imperdoável, mas o perdão de Demetria foi inevitável. A loura chorou, e perdoou a ruiva. A culpa era de Joseph. Então convidou Selena, agora sem emprego, para abrir um ateliê. Selena entendia de arquitetura, decoração, publicidade e finanças. Demetria traria as telas. O negocio deu certo, fez o sucesso que é hoje. As feridas foram se desinflamando, sem cicatrizar, e a dor se tornou suportável. Ela aprendeu a viver sem ele. Mas manteve o apartamento intacto, como lembrança da felicidade esmagadora que pensou ter.

Joseph: Demi...






Demetria: Eu não quero ouvir! Tem noção do que me causou?! Não procurou outra mulher nos últimos 4 anos, mas procurou enquanto estava comigo! – Acusou – Não era por sexo. Não, eu era mulher pra você. Eu fazia suas vontades, mesmo com vergonha, e você achava graça do meu rubor! Mas eu só me dava por satisfeita quando você estivesse completamente satisfeito. Passando por cima dos meus pudores. Não foi por sexo, não foi por carinho, não foi por amor. VOCÊ QUIS ME TRAIR! – Gritou, agora desabafando. Ele a observava, quieto – EU FUI A MULHER PERFEITA! EU DEIXEI O MEU TRABALHO, PARA QUE MEU TEMPO FOSSE SEU! TODOS OS MEUS PENSAMENTOS ERAM SEUS, JOSEPH! E OLHA O QUE VOCÊ FEZ COMIGO! – Gritou, e uma lágrima caiu de seu olho, queimando seu rosto – Me deu o céu com uma mão, e me atirou no inferno com a outra. Minha melhor amiga... Quase a destruiu também. Quantas mulheres levou pra cama, enquanto eu te esperava em casa, fiel, acreditando em você, Joseph?

Joseph: Várias. – Admitiu, quieto.

Demetria: Exatamente. Eu não vou te perdoar. Eu não posso, eu não consigo, e eu não quero. Você não pode voltar pra casa como se nada tivesse acontecido, porque aconteceu. Se tivesse preservado o amor que eu sentia por você, talvez agora nós estivéssemos fazendo amor, nessa poltrona, no tapete, na cama, no banheiro, em qualquer lugar. Ou talvez houvessem crianças que nos impediriam de transar com tanta liberdade. Crianças de olhos verdes, ou azuis. – Mais duas lágrimas caíram – Mas você não preservou. Está acabado agora, não importa o que você faça.

Demetria saiu dali antes que ele pudesse lhe impedir. Entrou no quarto de hospedes, trancou a porta. Se jogou no chão, ao lado da cama, encolheu os joelhos, se abraçou, pôs as mãos nas têmporas, e chorou. Soluçou alto, consumida em dor. Porque ele voltara? Uma vez que parecia que já havia acabado? Ela estava começando a reconstruir sua vida sem ele agora, e ele voltava. E o pior: Ela o amava. Intensamente, desorientadoramente. Ela o amava. Ouvir a voz dele, sentir sua pele, ver seus olhos, só provou o que ela já sabia: Ela o amava.

-

Demetria acordou na manhã seguinte, e nem percebeu que havia adormecido. Chorara o que havia para chorar, chorara o que precisava para ser forte e não chorar novamente. Adormeceu no tapete. Seus olhos estavam inchados, e ela percebeu que não estava no chão. Estava na cama do quarto de hospedes, confortavelmente coberta. Seus olhos protestaram, ardendo, quando ela os abriu. Ela gemeu, consternada. Então percebeu que sua mão não estava vazia.
Havia um cartão branco, uma rosa vermelha, e havia uma aliança dourada em sua mão esquerda. Ela pegou o cartão antes que pudesse calcular.

Ma Belle,

Quando você acordar, provavelmente não estarei em casa. Você sabe onde me encontrar. Fez frio durante a madrugada, e eu não podia deixar você dormindo no chão frio. Não considere o que fiz como invasão do seu espaço; foi uma tentativa de protegê-la. Quero dizer que pensei durante toda a noite sobre o que conversamos, e precisa saber que eu sinto muito. Sinceramente. Errei, e muito, mas nunca em vida quis magoá-la. Estarei de volta em breve, e poderemos conversar com mais calma. Não pense que eu não desisti. Não se irrite precocemente, não faça nenhuma bobagem, e se cuide. Fique bem.

Joseph.
P.S.: Eu te Amo.


Proximo Capitulo...

segunda-feira, 12 de maio de 2014

PS Eu te Amo - Capitulo 3

Demetria desligou o telefone, ainda olhando as pantufas. Ela olhou a porta do Closet, a esquerda. O lado direito era dela, o esquerdo estava vazio há quatro anos. Ela não abrira ele desde então. Não queria ser açoitada pelo perfume. Mas, prendendo a respiração, puxou a porta, que correu, revelando o interior do guarda roupa. Estava cheio. Ternos, camisas, gravatas, bermudas, calças. O sapateiro estava cheio, haviam tênis, sapatos sociais, chinelos. Ela puxou uma gaveta, e achou as camisas dele, dobradas como se estivessem ali há muito tempo. Puxou outra, e as cuecas dele estavam lá, organizadas por cor, como sempre. Na outra gaveta, cintos.

Joseph: Procurando alguma coisa? – Perguntou, divertido, encostado na porta do Closet, atrás dela. Demetria virou o rosto, exasperado e assustado, para encará-lo.

Demetria: O que... saia da minha casa! Saia agora! – Ordenou, furiosa, confusa, e viu ele rir, se afastando.

Ela o seguiu, consternada. Ele andava tranquilamente, descontraído.

Demetria: O que faz aqui? – Perguntou, irritada.

Joseph: Ma belle, eu moro aqui. – Disse, parecendo surpreso pela pergunta.

Demetria observou ele se sentar no lado em que ele deitava em sua cama, e empedrou, horrorizada, olhando-o.

Demetria: Eu vou chamar a policia. Saia daqui, Joseph. – Rosnou.

Joseph: Casamento com divisão de bens. Este apartamento está no nome de nós dois. A policia nada vai fazer. – Ele afofou o travesseiro.

Demetria: Você... você enlouqueceu! Você não mora aqui! – Gritou, exasperada.

Joseph: Quatro anos. – Disse, se recostando no travesseiro que afofara – E você não trocou a chave da porta. Você não ocupou meu guarda roupa. Você manteve até a minha poltrona, no mesmo lugar, na sala. – Ele viu Demetria ruborizar, consternada – Você sabia que eu iria voltar. Queria que eu voltasse.

Demetria: Enlouqueceu. – Murmurou – Saia da minha cama. Saia da minha casa.

Joseph: Você também não se desfez disso, apesar de não usá-la onde deveria. – Comentou, erguendo a mão com uma aliança dourada na palma. Demetria estremeceu. – Largada, no fundo de uma gaveta. – Ele balançou o rosto com desgosto – No lugar errado, mas ainda assim, não se desfez. – Assinalou.

Demetria: Suma da minha vida, Joseph! – Quase gritou, recuando.

Joseph: Você nunca foi histérica. Não é agora que vai ser. – Repreendeu, e ela gemeu, exasperada. Ele sorriu com o som do gemido dela. – Porque não vem até aqui? – Ele tocou no linho branco ao seu lado.

Demetria: Vá pro inferno. – Murmurou, exaltada.

Joseph: Bela camisola. Usava umas iguais a esta, antes. – Disse, observando-a, e Demetria estava subitamente consciente de suas coxas expostas.

Mas não era intencional. Londres era fria na maior parte do tempo, mas Demetria não conseguia dormir coberta. Suas camisolas e seus pijamas eram curtos e sem mangas. Demetria, ruborizando barbaramente, saiu dali. Quem ele pensava que era? Voltava pra sua vida depois de tudo, como se nada tivesse acontecido, ainda queria levá-la para cama? Ela foi até a sala, pronta pra vestir um sobretudo e sair de casa. Então ele, vendo o que ela fazia, puxou-a com tudo pelo braço e a prensou contra sua poltrona. Era de couro negro, de costas altas, confortável. Demetria não queria senti-lo. Mas ali, prensada entre ele e a poltrona, era impossível. Sua camisola era curta demais e ele era muito homem para que ela conseguisse senti-lo. Joseph meio que resmungou algo, saudoso, e beijou o ombro dela de leve. Demetria rosnou, com mil lembranças vindo em sua cabeça, e ele sorriu.

Joseph: Lembra-se, ma belle? – Perguntou, no ouvido dela, e ela olhou pra frente, evitando encontrar seu olhar – Essa poltrona. Lembra-se de quantas vezes lhe fiz amor nela? – Demetria se arrepiou, involuntariamente, lutando contra as lembranças, e ele viu isso – Ah, sim, você lembra. – Disse, satisfeito – Lembra-se de como, as vezes, terminávamos no chão?

Demetria: Pare com isso. – Pediu, atordoada. Não queria lembrar.

Joseph: Às vezes eu tinha algum documento à mão, estava revisando-o. Você vinha, me sondava, me beijava, acarinhava. – Demetria se debateu contra os braços dele com toda sua força, inutilmente. Joseph só fez apertá-la ainda mais, mantendo-a ali – Ah, sim. Quando eu a acusava por me seduzir, você corava, tal como está corando agora. – Ele beijou o rosto dela que choramingou, em sua prisão, os braços dele – Então me tomava os documentos, e jogava-os longe. Montava no meu colo, me provocava, e sussurrava em meu ouvido.

Demetria: Pelo amor de Deus. – Grunhiu, atordoada.

Joseph: Em seus sussurros, me pedia que lhe fizesse mulher. – Lembrou, e Demetria estava à beira de lagrimas – E eu atendia, com ardor. Ouvia seus gemidos, sentia seus estremecimentos. – Demetria cerrou os olhos, estava perdendo a batalha, as lembranças tomavam conta dela – E sabe, Ma Belle, durante esses 4 anos que estive longe, eu nunca procurei outra.

Demetria: Vá pro inferno. – Rosnou, agora furiosa.

Joseph: Mesmo passando noites rolando na cama, agonizando por uma mulher, eu não procurei. Era você que eu queria. – Ela foi se contraindo nos braços dele. Não queria ouvir – Entretanto, agora, que enfim me senti em paz para voltar, você foge de mim como se eu fosse lhe infligir dor. – Ele soltou ela, que se afastou rapidamente, tomando distancia.

Demetria: Não pode me infligir mais dor do que já fez. – Disse, e seus olhos estavam vermelhos – Não pode mais me machucar. Já chegou ao ponto máximo. Me feriu até onde eu não achava ser capaz. Saia da minha casa. Suma de novo
.

Proximo Capitulo....

domingo, 11 de maio de 2014

PS Eu Te Amo - Capitulo 2

Demetria prendeu a respiração, não queria sentir o hálito dele. Ele beijou o rosto dela demoradamente, e logo se afastou. Já era madrugada quando a vernissage acabou. A maioria dos quadros e das fotografias foram vendidos a ótimos preços. Demetria, Selena e Pedro fecharam o salão, combinando de voltarem amanhã e dar conta do resto. Liberaram o bufê, e os funcionários, exaustos, agradeceram. Logo Demetria entrava em seu apartamento. Não queria pensar em Joseph. Aquele lugar era seu ninho, sua proteção, tudo ao seu modo. Ela deixou a chave do carro na mesinha, e caminhou, cansada, pro seu quarto. Entrou na suíte, e ligou a água da banheira.
O apartamento estava silencioso como sempre. Ela tirou os sapatos, e colocou num canto. Despejou os sais de banho na agua, fechando a torneira. O vestido de seda negra deslizou até seus pés, e ela o colocou em um canto. Prendeu o cabelo, tirou a lingerie e se deixou relaxar na agua fervente. O banho durou até que a agua, morninha, começou a esfriar. Tudo que Demetria queria agora era cama. Ela se levantou, se secou, vestiu uma camisola curta, de seda branca. Penteou os cabelos, e os prendeu em um rabo de cavalo. Usou uma solução para livrar o rosto da maquiagem, e estava pronta pra sua cama de casal, confortável e quentinha. Apagou a luz do banheiro, e, ao sair, ouviu sua própria voz vindo da secretaria eletrônica da sala.

Olá. Você ligou para Demetria Giovanna. No momento não posso atender. Ligue no celular, ou deixe uma mensagem, e logo responderei. Biiip.

Selena: Demi? Sou eu, Selena. Quando der liga pra mim, ok? Quero muito falar com você, amiga! Beijos.

Demetria: MARIE! – Gritou, se atirando pelos corredores.

Demetria pensou ter ouvido um riso após seu grito histérico, e freou. Mas o silencio predominava. Ela correu até o telefone, e o apanhou.

Demetria: Sel? – Ela sorriu – Eu estava no banho. – Justificou.
Demetria avançou pelos corredores, tranqüila, conversando com Selena., e entrou em seu closet. Tinha tanta roupa que precisava de um cômodo inteiro para guardá-las.

Demetria: É um sádico. Mas não se preocupe com isso. – Tranqüilizou – Eu deixei claro pra ele que quero que desapareça, que se exploda. Vou pra justiça, se for necessário.

Selena: O que ele disse?

Demetria: Disse que não ia me interromper na vernissage, mas que em breve nós conversaríamos. – Ela revirou os olhos, se olhando no grande espelho que cobria a parede do fundo do cômodo. – É um sádico, já disse.

Então, encontrou suas pantufas brancas arrumadinhas, no canto entre uma prateleira e a porta da saída do closet. Sua voz travou.

FLASHBACK DE DEMETRIA

Demetria: Porque eu não posso deixar aqui? – Perguntou, emburrada, cruzando os braços. As pantufas rosas estavam nos pés da cama, escondidinhas.

Joseph: Porque o lugar delas não é ai, meu amor. – Disse ,achando graça do biquinho dela. Era manhã. Os dois discutiam porque ela deixava as pantufas debaixo da cama, e ele insistia que elas deveriam ficar no closet.

Demetria: Mas eu me acostumei aqui. – Choramingou. Joseph riu, divertido, e carregou ela, enchendo-a de beijos.

FIM DE FLASHBACK

E quantas vezes haviam discutido por isso? Demetria deixava as pantufas debaixo da cama, e Joseph as colocava atrás da porta do closet. Demetria tinha deixado as pantufas embaixo da cama aquela manhã. Tinha certeza absoluta disso. E agora estavam no closet. “Até breve”, ele dissera.

Selena: Demi?

Demetria: Selena, ele está aqui. – Murmurou, com um pânico anormal a invadindo. Deixara as pantufas debaixo da cama. Tinha tanta certeza disso quanto de seu próprio nome.

Selena: O que? – Perguntou, incréSela.

Demetria: Ele está aqui dentro. – Constatou, com os olhos vidrados na pantufa.

Selena: Como você sabe? – Perguntou, assustada.

Demetria: Eu sinto. – Agora era obvio. O riso rouco no corredor enquanto ela corria. As pantufas.

Selena: Demi, tem certeza?

Demetria: Absoluta. – Murmurou, controlando a voz – Depois eu te ligo.



Próximo capitulo........

sábado, 10 de maio de 2014

PS Eu Te Amo - Capitulo 1

Demetria saiu dali. Era uma assombração, uma alucinação sua. Se não tivesse visto o olhar de Selena antes, teria certeza disso. Mas ouvia passos no chão refinado do salão, atrás de si. Não queria se virar. Não queria ver. Ele sumira, há 4 anos. Fora para o nada, e o casamento estava acabado. Deus, então porque ela sentia aquela presença opressora perto de si?

Joseph: Está bem, ma belle? – Ela cerrou os olhos. Apelidos nessa altura estavam fora de cogitação.

Demetria: Vá embora. – Rosnou, tomando outro gole do champanhe, ainda sem olhá-lo. Ela ouviu o som do riso fraco dele.

Joseph: Não parece estar com saudades. – Disse, e sua voz parecia divertido. Ela continuava caminhando lentamente entre as telas, sem aparentar sua agonia, os outros não precisavam ver.

Demetria: Eu não estou. – Disse, decidida.

Joseph: Você mente. – Rebateu, na mesma hora.

Demetria: O que quer? – Perguntou, atordoada. Joseph observou os cachos dela, caindo pelas costas, do tom mais intenso de chocolate. Eram mais claros, quando ele se foi.

Joseph: Você é minha mulher. Não preciso de satisfações para vir a sua vernissage, preciso? – Perguntou, parecendo calmo.

Com essa Demetria se virou. Quatro anos depois, o verde e o azul se encontraram. Havia muito naqueles olhares para ser descrito. O coração dela acelerou desagradavelmente sob o vestido negro, ao revê-lo. Ainda pálido, os cabelos curtos, tão escuros quanto poderiam ser. Os olhos de um verde limo, intensos. Usava calça social, uma camisa preta por baixo de um terno também preto.

Demetria: Não sou mais. – Corrigiu, em um rosnado. – Já são quatro anos, se você não percebeu.

Joseph: Percebi cada segundo. – Observou – E que mulher magnífica você se tornou, Demetria. – Ele ergueu a mão forte e tocou o rosto dela, por debaixo do cabelo e até do brinco.

Demetria se surpreendeu ao ver a aliança dos dois no anular esquerdo dele. Demetria conhecia aquela aliança. Seu nome estava gravado na parte interior dela.

Demetria: Tire a mão de mim. – Ordenou, furiosa. Joseph sorriu, divertido. Mas antes que pudesse responder, interromperam.

Repórter: Demetria, uma foto? – Pediu, com a câmera na mão.


Demetria se afastou dele, exibindo seu melhor sorriso para a foto. A velha arte de sorrir quando se quer chorar.

Demetria: Espere. – Disse, quando o fotografo ia tirar a segunda foto. – Selena?

Selena olhou a amiga, assustada, mas logo se recompôs. As duas se abraçaram, sorrindo, e um novo flash surgiu. O fotografo saiu e Demetria se virou pra Selena, ignorando Joseph, que observou, achando graça.

Demetria: Sel, quando eu passei pela ala oeste tinha um senhor com aquela tela que nós tentamos nomear sem sucesso. – Ela riu de leve, e Selena sorriu – Disse estar interessado. Peça a Pedro para avaliar e informar-lhe o preço, por favor? – Selena assentiu. Demetria assentiu uma vez, de leve, a pergunta muda da amiga, que implorava por sair dali. Selena logo havia sumido.

Joseph: O que há? – Perguntou, prendendo o riso.

Demetria: Olá. – O garçom sorriu pra ela, enquanto enchia sua taça – Escute, quero que procure seu superior. Diga-lhe para servir os aperitivos, sim? – O garçom assentiu – Obrigado.

Joseph: Ainda com a mania de agradecer aos subordinados. – Comentou, observando.

Demetria: Chama-se educação, querido. – Disse, virando-se para ele, enfezada, para sentir um novo choque ao vê-lo em sua frente – E você seria educado saindo daqui e me deixando terminar minha vernissage em paz. Seria educado se saísse da minha vida novamente, do mesmo modo como voltou. – Sugeriu.

Joseph: Pois muito bem. Eu não gosto que me interrompam quando trabalho, você bem sabe. – Demetria esperou – Vou esperar para que termine sua vernissage, que a propósito, está de parabéns. – Demetria revirou os olhos, e tomou um gole de champanhe. – E para a segunda opção, nós discutiremos depois. Até breve, ma belle. – Ele se inclinou para beijá-la, e ela automaticamente desviou o rosto. Ele sorriu, ainda próximo dela.

Proximo Capitulo....

sexta-feira, 9 de maio de 2014

PS Eu Te Amo - Prólogo

Era noite. O salão estava cheio. O novo vernissage de Demetria Lovato estava sendo um sucesso. Haviam muitas telas e fotografias de autoria dela, e as muitas pessoas que ali estavam pareciam apreciar. O lugar era um amplo salão, de teto alto, com musica ambiente. Garçons passavam servindo champanhe aos convidados. Todos pareciam da mais alta classe.

Demetria era uma mulher alta, pálida, de cabelos da cor de chocolate, e olhos azuis. Azuis da cor do céu, como costumava dizer seu ex-marido. Era linda, de rosto e de corpo. Os cabelos caiam em cachos volumosos até o meio da coluna. Ela usava um vestido de seda negra, que ia até os joelhos, justo até a cintura, esvoaçante embaixo, com um generoso decote em V. Entrava em contraste com sua pele. Usava maquiagem preta, o que ressaltava os olhos azuis. Em suas orelhas haviam brincos, diamantes, que caiam em uma linha reta, como uma pequena cascata. Ela tinha uma taça de champanhe na mão esquerda. Já não havia uma aliança dourada ali.

Demetria estava contente aquela noite, alegre. Seus quadros eram sucesso, todos os comentavam, os queriam. O dinheiro vinha pra ela como um imã. Mas não era feliz. Deixara de ser feliz há 4 anos, quando seu casamento de conto de fadas desmoronou. Mas ela não pensava nisso, não mais. Demetria caminhou, sorrindo e cumprimentando quem falava com ela, e parou a frente de um de seus quadros. Bebeu um golinho de champanhe, observando a tela. Mesmo tendo-o entregue pronto, sentia que lhe faltava algo. Mas agora era tarde. Ela olhou pro lado e viu Selena, sua melhor amiga. Sorriu, radiante. Mas Selena parecia apavorada. Estava mais pálida que o normal, o que criava uma certa sintonia com os cabelos cor de fogo. Ela olhava algo, atrás de Demetria. Quando os olhares se encontraram, Demetria viu o medo nos olhos da amiga. Mas não precisou se virar para saber o que era.


Joseph: Olá, Demetria. – Disse, e a voz cortou ela como um golpe de espada. Já fazia muito tempo. Exatamente 4 anos.



Beijokas 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Nova História !! + Desculpas

HEYYYYY PESSOAS !!!!!!  Demorei mas volteiiii !!!!

Estou com uma nova históriaaa e ela se chama PS EU TE AMO !!!  não me matem eu estudo e trabalho por isso dei um tempinho aqui !!!
começo a nova história sexta-feira 09/05/2014

Beijokas