Historias

domingo, 18 de maio de 2014

PS. Eu Te Amo - Capitulo 9

Ele pegou o rosto dela com uma mão, obrigando-a a encará-lo. O verde dos olhos dele era como um poço, agora sem a fúria transbordando. Demetria viu o olhar dele se baixar até seus lábios, e ela soube.

Demetria: Não. – Pediu, com a voz quebrada – Joseph, não. – Ela tentou virar o rosto, mas a mão dele a fazia prisioneira.

Joseph: Shiii. – Disse, sorrindo de canto – Calma. – Pediu, e ela gemeu, tentando se libertar da mão dele que segurava seu rosto. Um erro. O gemido dela trouxe doces recordações a cabeça dele. – Não vou lhe fazer mal. – Prometeu. Ele farejava a pele dela como um predador, pronto a atacar sua presa.

Demetria: Eu não quero. Não pode me forçar. – Disse, olhando pra frente.

Joseph: Não pretendo. Você vai pedir pra que eu continue. Eu prometo. – Disse, a voz doce demais no ouvido dela.

Então a conversa acabou. Ele inclinou o rosto pro dela, e uniu seus lábios. Desta vez não esperou: sua língua abriu espaço dentre os lábios dela, invadindo a boca de Demetria. O gosto dele foi uma ferroada dolorosa pra ela. Sua memória não lhe fazia justiça, nunca fez. Com o impacto, o choque, ela arfou, mantendo as mãos em punho nos ombros dele. Joseph sorriu, e a língua dele se chocou com a dela. A partir daquele momento, Demetria não sabia mais o que estava fazendo. Era só o seu instinto.

Joseph: Isso... - Murmurou, tendo a batalha ganha. Demetria não disse nada. Apenas se deixou ser beijada.

Mas Joseph havia esperado quatro anos. Quatro anos sem tocar em nenhuma mulher, sem nem cogitar. Fora tempo demais, e ele nunca foi acostumado ao celibato. Demetria sentiu as mãos furiosas dele buscarem sua saia, logo encontrando as coxas torneadas que a saia tentava encobrir. Depois de muito, mais muito tempo, ela sentiu o arrepio que cobria sua espinha toda vez que ele lhe tocava daquela forma. Enquanto tomava a boca dela com violência, as mãos dele apalpavam as coxas dela. Ele subiu as duas mãos, encontrando o traseiro dela por baixo da saia, apertando e puxando-a contra-si. Demetria nem se sentiu andar, até que suas costas bateram em uma parede. Ela separou os lábios dos dele, ofegando, e viu ele tirar o terno com agilidade, deixando-o cair no chão. Demetria esperou, e se descobriu impaciente. Logo ele apanhou ela e, dando um impulso pra cima, fez ela rodear as pernas em sua cintura, deixando-a suspensa, presa entre a parede e ele. A blusa dela se fez migalhas no chão em poucos segundos.
Demetria não usava sutiã por baixo; gostava de estar livre e confortável quando pintava. Joseph olhou os seios dela, tão próximos de seu rosto, e emitiu um som afogado, que vinha de dentro dele, antes de descer o rosto pro colo dela. Demetria sentiu os beijos dele em seu colo, como quem sente as ferroadas de uma abelha, em cada pedaço, beijando, marcando. Então ele, com um gemido derrotado, afundou o rosto nos seios dela. Demetria arfou, e suas mãos subiram pro cabelo dele, enlaçando-se entre os fios. Deus, como ele era capaz daquilo? Tinha a boca em um seio seu, e a mão cheia com o outro. Brincando, apalpando, torturando.
O corpo de Demetria parecia um palitinho, afogado em uma chama enorme, que o queimava, consumia. Ela sentiu as mãos dele descerem por suas costas, prendendo seu quadril. Joseph puxou o quadril dela e pressionou com o próprio, e Demetria finalmente gemeu. Ele sorriu deliciosamente, repetiu o ato. Uma vez. Duas. Mais uma vez.

Joseph: Sim? - Perguntou, mordendo o queixo dela.

Demetria: Sim... - Meio que pediu, se agarrando aos ombros dele. Ela soltou um gemido abafado. Estariam transando, se não fossem as roupas.

Então a saia dela se foi também, junto com os sapatos e as meias dele. Ela sorriu, prensada a ele, lembrando-se do velho ato que ele tinha de rasgar-lhe as roupas. Ela puxou a camisa dele, tirando-a pela cabeça, para dar de presente a sua pele. Joseph parou o que fazia por um instante, sentindo a pele fria dela contra a sua. Demetria o abraçou, deixando as mãos passearem por cada pedaço das costas musculosas, sentindo, apertando. Então, vendo-o parado, se moveu. Prendeu mais as pernas na cintura dele e fez o impulso, continuando o movimento que ele fazia, só que ela não tinha controle da força. Na primeira "estocada" ela quase gritou, e parou, calculando-se, antes que se desfizesse em migalhas só por tê-lo ali. Joseph a observava, mordendo a língua pra se manter parado, contrariando o tesão absurdo que sentia agora. Queria vê-la. Demetria enlaçou as mãos no pescoço dele e repetiu o ato, agora na medida certa. Ele respirou fundo, engolindo em seco. Demetria não fazia idéia do que estava fazendo. Ela só precisava daquilo, e iria conseguir. Enquanto ela se movia, agarrada a ele, seus seios se comprimiam contra o peitoral dele, os mamilos túmidos o acariciando. Joseph baixou o rosto, beijando o ombro nu dela, e deu de presente a seus olhos aquela cena. A pele dela era um tom mais clara que a dele, mas as duas pareciam combinar, enquanto Demetria os friccionava.


Então, foi demais. Demetria viu as mãos dele descerem por sua pele e abandoná-la, buscando seu cinto, desprendendo-se dele. Ela parou, ansiosa, e esperou.

Joseph: Eu pretendo fazer isso com calma, do jeito certo, depois. - Disse, com a voz rouca. Ela sentiu ele estourar sua calcinha. - Eu prometo, neném. - Disse, encarando-a.

Demetria manteve o olhar dele, com a boca seca, enquanto ele descia com ela pro chão, pondo-a deitada sobre o soalho de madeira negra, polida. O olhar dele se demorou no dela mais um instante, e tudo estava ali. Então, em uma estocada firme, ele a possuiu.
O fôlego abandonou o corpo do Demetria enquanto ela arqueava, presa sob o peso dele, agarrada a ele, e um grito estrangulado rasgou sua garganta pela forçada e tão desejada invasão a seu corpo.

Joseph: Doce Misericórdia, Demetria. - Sussurrou, naquele instante, sentindo a carne dela acolhe-lo e envolvê-lo.

4 anos depois, com todas as magoas, com toda a dor, lá estavam os dois novamente. Caídos em qualquer canto da casa, consumidos em um desejo perdido, como se fosse o primeiro dia. Joseph se movia sobre Demetria, ou melhor, se movia com ela, com agressividade. Os corpos se chocavam violentamente. Famintos, após a longa espera, dois animais se consumindo em puro deleite. Os cabelos dela estavam esparramados ao redor, suas pernas firmemente presas a cintura dele, as unhas cravadas em seus ombros. Os dois constantemente se beijavam, beijos sôfregos, duradouros. Outrora Demetria não agüentava e inclinava a cabeça pra trás, deixando os gritos e gemidos virem. O corpo dela sofria as investidas dele firmemente, e após algum tempo, apesar do frio vento que entrava pela janela aberta, os dois começaram a soar. O ato estava completo, as marcas estavam espalhadas, os gemidos haviam ecoado pelas paredes e os espasmos vinham com o tempo. Mas não a tão desejada liberação. Não pra Demetria. E Joseph não deixaria ela insatisfeita, era muito homem pra isso.


Demetria: Não consigo. - Gemeu, atordoada, a boca afundada no pescoço dele. Mas ele já sabia disso. E sabia porque. O maldito instinto teimoso dela não deixava ela se saciar. Surpreendendo-a, Joseph parou seus movimentos, deixando-a mais exasperada. Só mais um passo e estaria tudo bem... Ela abriu os olhos azuis e encarou ele. Viu o verde dos olhos dele tão atordoado quanto os dela. A testa dele estava soada.

Joseph: Assim, calma... - Disse, e sua voz era entrecortada. Ele saiu dela com a mesma lentidão de sua voz, e voltou a entrar. E mais uma vez. Até o fundo, até ela não se achar mais capaz. Ele passou a mão por suas costas, arqueando-a, e desceu os lábios pelo colo dela, enquanto dava força e velocidade aos seus movimentos. - Deixe vir, meu amor. - Seduziu, e estocou com força - Deixe vir...

Ele repetiu o ato mais umas poucas vezes, e então Demetria se foi, com um gemido longo. Ele sorriu, cansado, e se apegando ao corpo mole dela, teve facilidade pra alcançar seu orgasmo. Caiu ao lado dela, cedo, surdo, sem memória. Só ela tinha o poder de deixá-lo assim. Nada foi dito, só havia a respiração a ser escutada. Demetria virou o rosto, sem expressão, e encarou ele. Joseph a encarou também, verde contra azul, mas sem ofensas, sem recordações, sem nada. Só amor, e saudade. Um tempo depois, os dois adormeceram.

Proximo Capitulo.....

Ta ai como pediram, como não postei ontem posto um cap a mais hoje !! beijooossss 

PS. Eu Te Amo - Capitulo 8

Demetria acordou com o sol naquela manhã. Ela abriu os olhos, e se descobriu deitada no grande sofá do ateliê. Se espreguiçou, e suas costas doeram. Dormira no sofá, que maravilha. Coçou os olhos, manhosa, criando coragem pra se levantar. O fez, indo até o banheiro de seu quarto. Escovara os dentes, lavara o rosto, penteara os cabelos. Queria um banho frio pra despertar. Mas voltou ao ateliê, pra por a bagunça no lugar. Então ouviu uma portada atrás de si, e gemeu, cerrando os olhos. Ouviu a voz dele, em outro cômodo.

Joseph: Onde está? – A voz sibilou, furiosa. Demetria se sentou e jogou os cabelos pra trás, sem se dar ao trabalho de responder. Estava com tanto sono, que considerou dormir mais um pouquinho. Então o perfume dele se tornou mais forte, e ela suspirou.

Demetria: Qual o motivo do escândalo? – Perguntou, sonolenta.

Joseph: Onde passou a noite? – Perguntou, se revelando as vistas dela. Ele usava calça social, uma camisa preta de gola alta e o terno aberto por cima. Demetria ergueu a sobrancelha.

Demetria: É o que? – Perguntou, incréSela.

Joseph: Onde passou a noite? – Repetiu – Não me diga que foi aqui, porque eu liguei a noite inteira, e você não atendeu. Nada no maldito celular também. – Sibilou. Demetria encarou-o, e viu que o verde de seus olhos estava enegrecido pela fúria. Ela se encolheu, involuntariamente.

Demetria: Não lhe devo satisfações. – Respondeu.

Joseph a olhou, exasperado. Como era capaz de desafiá-lo, no estado em que estava? Então reparou em sua roupa. Uma blusa velha, e uma saia de algodão, curta, ambas pretas. Estava descalça. Ele olhou em volta. Uma das telas que antes era branca estava pintada, aparentemente em andamento. Então a olhou novamente.

Joseph: Passou a noite pintando? – Perguntou, incréSelo.

Demetria: Descoberta do século. – Debochou.

Joseph: Mas eu liguei, o telef... – Ele se interrompeu, em um gemido. – Desligou os telefones? – Ele não esperou por uma resposta. Ela sempre fazia isso, não gostava que a interrompessem enquanto fazia algo. – Passou a noite pintando, e desligou os telefones?

Demetria: Não. – Disse, e ele viu o tom do atrevimento colorir o rosto dela – Passei a noite em um motel, rolando em lençóis com um moreno forte, tipo, bombado. – Disse, debochando.

Ela ouviu Joseph rosnar e riu, se recostando no sofá de novo. Então ele atravessou a sala em três passadas, sem dar tempo dela se proteger. Ela só sentiu as mãos fortes dele puxando seus braços pra cima. Os corpos dos dois se chocaram com brutalidade. Ela se encolheu, assustada. Pensou que ele iria beijá-la. Mas ele afundou o rosto em seu pescoço, e ela prendeu a respiração, sentindo o hálito quente dele em sua pele. Joseph aspirou o cheiro dela, analisando-o. Havia o perfume leve dela, e um cheiro misto de tinta a óleo. Nada mais. Ele soltou ela, que caiu no sofá.

Demetria: Satisfeito? – Perguntou, irritada. Joseph tinha se afastado dela e agora estava amparado na janela no canto da sala, com o rosto no vento, as mãos nas têmporas, se acalmando.


Joseph: Tenho direitos, Demetria. – Respondeu, após ter respirando profundamente o ar fresco da manhã.

Demetria: Não os conheço. – Alfinetou, cruzando os braços.

Joseph: Sou seu marido. – Lembrou. Ele olhava o céu a sua frente, o sol lutando contra as nuvens pesadas de Londres. O apartamento era na cobertura, 26º andar, e o vento era forte e frio.

Demetria: Não mais. Deixou de ser a quatro anos, querido. – Disse, tentando se acalmar. Então ele se virou pra ela. Ela o encarou, e ergueu o queixo, orgulhoso, para confrontá-lo.

Ela viu Joseph atravessar a sala de novo, tão rapidamente quanto da primeira vez. Ele a apanhou nos braços novamente, e os cabelos dela dançaram no ar.

Demetria: Me largue. – Rosnou, virando o rosto pra não encará-lo – Joseph, me solte. – Ela puxou os braços, e ele a abraçou pelas costas. Ela sentiu as mãos dele lhe apertarem a pele firmemente, por cima do tecido confortável da blusinha preta, e sentiu ele afundar o rosto em seu ombro. Ela enrijeceu de imediato – Que diabo está fazendo? – Perguntou, furiosa.

Joseph: Vou mostrar se deixei de ser. – Disse, a voz golpeando-a como um veneno.


Próximo  Capitulo...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

PS. Eu Te Amo - Capitulo 7

Outro dia de verão,
Que vem e vai embora.
Em Paris ou Roma,
Mas eu quero ir pra casa ♫
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Demetria: Me solte! – Exigiu, imediatamente, se sentando e recolhendo a perna. Joseph ergueu uma sobrancelha.

Joseph: Você é absurda, Ma Belle. – Comentou.

Demetria: Não faz isso. Nunca mais. – Ordenou, tirando as pernas do alcance dele.

Joseph: Você parecia gostar. – Disse, um sorriso brotando em seus lábios – Quero dizer, até gemeu pra mim. – Ele viu ela corar, e sorriu, se inclinando sobre ela. – Parecia uma gata, manhosa, ao receber carinho. – Disse, e beijou a maçã do rosto dela. Demetria prendeu a respiração. O perfume dele nublou os sentidos dela por um instante, instante no qual ela se deixou beijar. – Sente falta, Ma Belle. – Sussurrou, mordendo a orelha dela. Demetria prosseguiu quieta. Todo seu corpo estava em alerta.
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Talvez esteja cercado de um milhão de pessoas,
E eu ainda me sinto sozinho ♫
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Ela sentiu a mão forte dele passando sutilmente por cima do linho de sua camisa, erguendo-a do sofá, deixando-a inclinada, tomando seu corpo. Ela viu Joseph respirar fundo pela boca. Ele estava se controlando. Um passo em falso e já era. Ele mordeu o queixo dela, esmagando o pequeno corpo dela contra o seu, vendo-a meio entregue. Então encontrou os lábios dela, e quem prendeu a respiração foi ela. O golpe foi cruel. Joseph teve calma, selou os lábios com os dela, depois prendeu o lábio inferior dela entre os seus. Achando a guerra ganha, ia invadir a boca dela com sua língua, até que... o telefone tocou. Aquilo pareceu despertar Demetria. Ela arregalou os olhos novamente e empurrou ele com as duas mãos, e ele saiu dali. Apanhou o telefone, e atendeu-o. Demetria se recompôs, irada por ele sequer ter tentado, então ele voltou. Antes que ela o acusasse, ele falou.

Joseph: Não vou dormir aqui hoje. – Disse, guardando o celular no bolso da calça.

Demetria: Ótimo. – Disse, irritada – Não volte. – Disse, cruzando os braços.

Eu só quero ir pra casa
Sinto sua falta, você sabe ♫

Joseph: Ah, volto sim. Só preciso resolver umas coisas esta noite, você sabe, estive fora do país por muito tempo. Mas logo estarei aqui. – Ele se aproximou dela, pegando seu braço. Demetria cerrou os braços. Ele baixou o rosto e falou, perto de seu ouvido – E continuaremos do ponto onde paramos. – Demetria rosnou – Durma bem, Ma Belle. – Desejou, beijando a testa dela.

E então ele saiu. Demetria gemeu consigo mesma, um gemido choroso, e se afundou no sofá, com as mãos no rosto, querendo sumir. Deus, por que?


Proximo capitulo...

quinta-feira, 15 de maio de 2014

PS. Eu Te Amo - Capitulo 6

Selena: Você acha, digo, você acha realmente que uma fechadura vai impedir ele? – Perguntou a voz no telefone.

Demetria: É o que eu espero. – Confessou, olhando pela janela. Então viu um carro de luxo, tão negro que parecia um borrão no asfalto. O portão do prédio de Demetria se abriu, e o carro entrou, sumindo pela entrada da garagem – Ele chegou. Depois te ligo. – E ela desligou.

Tudo fora feito com todo o cuidado, perfeição e rapidez. A fechadura da porta fora trocada. Demetria pôs o telefone no ganho, e recuou, inconscientemente. Ouviu o barulho do elevador se abrindo do lado de fora. Então, ouviu a chave sondando a fechadura, sem sucesso. Então, um riso rouco, baixo e excitado do lado de fora. Ela prendeu a respiração. Então, com um pontapé, a fechadura se estourou e a porta se abriu em um baque, revelando Joseph ali. Demetria seguiu seu instinto: correu. Pulou por cima do sofá e disparou corredor a dentro, rumo a seu quarto. Ouviu o riso dele atrás de si. Então o braço forte, coberto pelo linho refinado do terno preto. Demetria foi erguida no ar e ele, ainda rindo, girou com ela. Os cabelos dela formaram um redemoinho cor de chocolate no ar, e ela gritou.

Demetria: ME PONHA NO CHÃO! ME PONHA AGORA! – Gritou, batendo nele, inutilmente. Joseph ainda ria quando soltou ela.

Joseph: Dormiu bem, Ma Belle? – Perguntou, galante.

Demetria: Tive pesadelos horríveis. – Rosnou, arrumando os cabelos e saindo dali.

Joseph: Sim? – Perguntou, achando graça.

Demetria: Sim. Um intruso, arrogante, prepotente, dentro da minha casa. – Joseph riu gostosamente – Encheu meu guarda roupas com as suas coisas! – Disse, irritada.

Joseph: Só a minha parte, meu amor. – Corrigiu, com as mãos nos bolsos.

Demetria: Não me chame de meu amor. – Rosnou, furiosa. Ela andava pela casa, sem rumo, e ele seguia, divertido.

Joseph: Mas vamos precisar conversar sobre o meu escritório. Está cheio de telas. – Disse, pensativo.

Demetria: Não é seu escritório. É meu ateliê. – Corrigiu, abrindo as portas do antigo escritório de Joseph. As telas enfeitavam tudo, mas as estantes ainda estavam ali, assim como a mesa com o computador dele. Porém, haviam quadros, tintas e pincéis demais.

Joseph: Não vamos chegar a lugar nenhum. – Disse, recolhendo os pincéis dela em um estojo.

Demetria: Argh, não estou com paciência pra você hoje. – Rosnou, e ele riu – Vou sair. Trate de arrumar a fechadura que você quebrou, e suma daqui. – Disse, apanhando sua bolsa. Joseph riu da objetividade dela, e ela saiu, sem olhar pra ele.

Demetria voltou horas mais tarde. A porta estava arrumada, como se nunca houvesse sido arrombada. Provavelmente a essa altura Joseph já tinha umas 3 cópias da chave. Ela entrou, largou sua bolsa em uma poltrona, tirou os sapatos e se largou no sofá. Estava cansada. Dia depois de exposição era o dia de recolher as telas que sobraram, cuidar da contabilidade, arrumar o ateliê, começar tudo de novo... Demetria estava com o rosto afundado na almofada, tentando relaxar. Então uma mão forte pegou seu pé. Não de um modo agressivo, mas sim carinhoso. Ela relaxou, sentindo os dedos firmes se porem a massagear a base de seu pé. Deus, aquilo era maravilhosamente bom! Depois de todo o trabalho, ela bem que merecia. Então lábios quentes tocaram seu calcanhar, enquanto as mãos continuavam seu trabalho, e ela gemeu, manhosa. Joseph sorriu, satisfeito. Foi nesse momento que Demetria se lembrou que não devia haver ninguém massageando seus pés. Ela arregalou os olhos, e viu ele ali, sentado ao seu lado, sorrindo pra ela.


Proximo Capitulo....

quarta-feira, 14 de maio de 2014

PS. Eu Te Amo - Capitulo 5

Demetria abaixou o bilhete. protegê-la. Isso parecia irônico, comparado ao que ela já havia passado. Teve ganas de se encolher e dormir novamente, mas precisava ser forte. Ela se levantou, esquecendo-se de tirar a aliança novamente. Lhe doera muito remove-la da primeira vez, era como se fosse um pedaço de si. Ela avançou pelo quarto, levando a rosa na mão. Abriu a porta; estava destrancada. Ela observou, procurando algum sinal de arrombamento, mas a fechadura estava intacta. Ela revirou os olhos. Então a campainha tocou.

Demetria: Já vou. – Murmurou, caminhando pelo corredor. Insistiram persistentemente. – Calma. – Pediu. Sua cabeça latejava. A campainha continuava, furiosamente – JÁ VAI!

Demetria abriu a porta pronta pra dar um chega-pra-lá em quem fosse, mas era Selena. Ela suspirou, e deu espaço pra amiga entrar.

Selena: Sabe que eu passei a noite inteira em cólicas?! – Perguntou, histérica. Demetria viu ela tirar o casaco, largando-o no sofá, como sempre – Eu liguei várias vezes, e você não atendeu, não retornou! Demi! – Chamou, exasperada.

Demetria ouviu Selena protestar enquanto andava pelo corredor. Levou a amiga ao seu closet. Arrastou a porta com força, revelando as coisas de Joseph. Selena se calou, exasperada. O perfume de Joseph atingiu Demetria em um golpe impiedoso, mas ela ignorou.

Selena: O que... o que significa isso?

Demetria: Ele voltou. – Disse, percebendo a rouquidão em sua voz. Não lhe fazia bem gritar.


Selena: Como voltou? Você...? – Ela olhou, assustada, a aliança na mão de Demetria. Parecia alguém sendo levada no corredor da morte.

Demetria: Não! – Alertou, e viu Selena respirar fundo – Ele simplesmente estava aqui ontem a noite. Tentou me seduzir. – Disse, rindo consigo mesma.

Selena: Ah, Demi! – Gemeu, solidária – Foi pra cama com ele?

Demetria: Não fui. Eu fugi. Mandei que fosse para o inferno, gritei, e depois me tranquei no quarto de hospedes. Acordei com isso essa manhã. – Ela ergueu a mão esquerda, mostrando o cartão e a rosa.

Demetria viu Selena pegar o cartão e ler, incréSela. Como Joseph podia agir assim? Ela viu Selena, ainda tremula, devolver-lhe o cartão.

Selena: O que vai fazer? – Perguntou, assim que conseguiu achar sua voz.

Demetria: Colocá-lo pra fora assim que ele voltar. – Disse, simples.

Selena: Você não pode. A casa é tanto dele quanto sua. – Lembrou.

Demetria: Ele sabe disso. – Murmurou, irritada – Ou sai ele, ou saio eu.

Selena: Meu apartamento. Venha comigo. Fique lá o tempo que precisar. – Ofereceu, prontamente.

Demetria: Foi meu plano ontem a noite, ir pra lá. Mas ele me interceptou. Resolvi acabar isso de uma vez. Não se pode fugir dele, Sel. Se eu for, ele vai atrás de mim. – Era a mais pura verdade.

Selena pareceu refletir, e decidiu não discutir. Ela suspirou, passando a mão no rosto.

Selena: Preciso ir. – Disse, pesarosa.

Demetria: Já? – Perguntou, exasperada. Selena costumava se demorar.

Selena: Demi, se ele está aqui, e se ele vai voltar logo... – Ela lembrou do bilhete – Não quero vê-lo. Não quero estar aqui quando chegar. Por favor, me entenda. – Implorou, aflita.

Demetria assentiu, e sorriu de canto. Ela própria fugiria, se pudesse.

Demetria: Vou acabar com isso logo. – Prometeu – E você vai poder viver aqui dentro novamente. – Selena sorriu. – Eu até já sei um modo.

Ou assim Demetria pensava.


Próximo capitulo..... 

Obrigadaaaa Meninasss pelos cometários vocês sao maravilhosasss !! Calma muita coisa vai rolar nessa fic e vocês vão entender olado do Joe !! Bjosss 

terça-feira, 13 de maio de 2014

PS Eu Te Amo - Capitulo 4

A verdade era a seguinte: Demetria e Joseph haviam se apaixonado a primeira vista. O casamento veio 4 meses depois. Precoce. Ela tinha 22, e ele tinha 24. Os dois viveram em harmonia por um ano. Se combinavam em tudo. O sexo era maravilhoso. As brigas eram bobas. Então, uma carta anônima semeou a desconfiança em Demetria. Joseph a estava traindo. E ele estava. Descaradamente. Várias mulheres, inúmeras. Era o marido exemplar, mas a traia.
Seu ultimo alvo fora Selena, sua melhor amiga. A carta anônima fora dela. Demetria se lembra de como estranhou o comportamento de Selena: a amiga não ia mais a sua casa, se afastara dela e de Joseph, parecia amedrontada. Em uma bela tarde, Demetria entrou no escritório da amiga, e encontrou Joseph lá. Ele beijava ela. A prensava na mesa, e estava dentre suas pernas. Demetria se sentiu morrer naquele momento. Selena, recuperando a consciência, bateu nele, se afastou. Joseph a olhou, surpreso. Demetria não deveria estar ali. Ela fugiu. Correu dele, correu dali, correu da verdade. Joseph a seguiu até em casa, mas ela explodiu em dor. Como pudera? Ela o colocou para fora. Ele tentou falar, mas ela não deixou. Então, ele foi embora, e desapareceu. Ela também não o procurou. Selena pediu demissão do emprego e iria mudar de cidade, não queria ver ninguém que conhecesse. Demetria a encontrou empacotando as coisas do próprio apartamento, dias depois. Demetria havia ficado em casa, sozinha, mal se alimentando, curvada em bola, chorando sua dor. Mas quando soube que Selena estava indo embora, precisou ir atrás. Era sua melhor amiga, desde pequena. Lembra-se de como Selena a olhou, temerosa, assustada, quando a viu, vestida de preto, em luto por seu coração, parada na porta de casa, com os olhos vermelhos, magoados. Demetria a acusou, e ela aceitou tudo calada. Enfim, falou, e Demetria entendeu a verdade. Ela se afastara para fugir das investidas de Joseph. Deixara de ir a sua casa, e se afastara de Demetria, para evitar o pior. Fora ele, sempre ele. Mas Joseph tinha uma mulher quando a queria. Ele continuou mandando flores e jóias, e ela devolvia todas. Então ele apareceu em seu escritório, sem avisar. Seduzira-a, e ela caíra em seus encantos. Foi quando Demetria chegou. Então, as duas estavam chorando abraçadas, caídas no chão do apartamento. Selena não pediu desculpas a Demetria, considerava o que fizera imperdoável, mas o perdão de Demetria foi inevitável. A loura chorou, e perdoou a ruiva. A culpa era de Joseph. Então convidou Selena, agora sem emprego, para abrir um ateliê. Selena entendia de arquitetura, decoração, publicidade e finanças. Demetria traria as telas. O negocio deu certo, fez o sucesso que é hoje. As feridas foram se desinflamando, sem cicatrizar, e a dor se tornou suportável. Ela aprendeu a viver sem ele. Mas manteve o apartamento intacto, como lembrança da felicidade esmagadora que pensou ter.

Joseph: Demi...






Demetria: Eu não quero ouvir! Tem noção do que me causou?! Não procurou outra mulher nos últimos 4 anos, mas procurou enquanto estava comigo! – Acusou – Não era por sexo. Não, eu era mulher pra você. Eu fazia suas vontades, mesmo com vergonha, e você achava graça do meu rubor! Mas eu só me dava por satisfeita quando você estivesse completamente satisfeito. Passando por cima dos meus pudores. Não foi por sexo, não foi por carinho, não foi por amor. VOCÊ QUIS ME TRAIR! – Gritou, agora desabafando. Ele a observava, quieto – EU FUI A MULHER PERFEITA! EU DEIXEI O MEU TRABALHO, PARA QUE MEU TEMPO FOSSE SEU! TODOS OS MEUS PENSAMENTOS ERAM SEUS, JOSEPH! E OLHA O QUE VOCÊ FEZ COMIGO! – Gritou, e uma lágrima caiu de seu olho, queimando seu rosto – Me deu o céu com uma mão, e me atirou no inferno com a outra. Minha melhor amiga... Quase a destruiu também. Quantas mulheres levou pra cama, enquanto eu te esperava em casa, fiel, acreditando em você, Joseph?

Joseph: Várias. – Admitiu, quieto.

Demetria: Exatamente. Eu não vou te perdoar. Eu não posso, eu não consigo, e eu não quero. Você não pode voltar pra casa como se nada tivesse acontecido, porque aconteceu. Se tivesse preservado o amor que eu sentia por você, talvez agora nós estivéssemos fazendo amor, nessa poltrona, no tapete, na cama, no banheiro, em qualquer lugar. Ou talvez houvessem crianças que nos impediriam de transar com tanta liberdade. Crianças de olhos verdes, ou azuis. – Mais duas lágrimas caíram – Mas você não preservou. Está acabado agora, não importa o que você faça.

Demetria saiu dali antes que ele pudesse lhe impedir. Entrou no quarto de hospedes, trancou a porta. Se jogou no chão, ao lado da cama, encolheu os joelhos, se abraçou, pôs as mãos nas têmporas, e chorou. Soluçou alto, consumida em dor. Porque ele voltara? Uma vez que parecia que já havia acabado? Ela estava começando a reconstruir sua vida sem ele agora, e ele voltava. E o pior: Ela o amava. Intensamente, desorientadoramente. Ela o amava. Ouvir a voz dele, sentir sua pele, ver seus olhos, só provou o que ela já sabia: Ela o amava.

-

Demetria acordou na manhã seguinte, e nem percebeu que havia adormecido. Chorara o que havia para chorar, chorara o que precisava para ser forte e não chorar novamente. Adormeceu no tapete. Seus olhos estavam inchados, e ela percebeu que não estava no chão. Estava na cama do quarto de hospedes, confortavelmente coberta. Seus olhos protestaram, ardendo, quando ela os abriu. Ela gemeu, consternada. Então percebeu que sua mão não estava vazia.
Havia um cartão branco, uma rosa vermelha, e havia uma aliança dourada em sua mão esquerda. Ela pegou o cartão antes que pudesse calcular.

Ma Belle,

Quando você acordar, provavelmente não estarei em casa. Você sabe onde me encontrar. Fez frio durante a madrugada, e eu não podia deixar você dormindo no chão frio. Não considere o que fiz como invasão do seu espaço; foi uma tentativa de protegê-la. Quero dizer que pensei durante toda a noite sobre o que conversamos, e precisa saber que eu sinto muito. Sinceramente. Errei, e muito, mas nunca em vida quis magoá-la. Estarei de volta em breve, e poderemos conversar com mais calma. Não pense que eu não desisti. Não se irrite precocemente, não faça nenhuma bobagem, e se cuide. Fique bem.

Joseph.
P.S.: Eu te Amo.


Proximo Capitulo...

segunda-feira, 12 de maio de 2014

PS Eu te Amo - Capitulo 3

Demetria desligou o telefone, ainda olhando as pantufas. Ela olhou a porta do Closet, a esquerda. O lado direito era dela, o esquerdo estava vazio há quatro anos. Ela não abrira ele desde então. Não queria ser açoitada pelo perfume. Mas, prendendo a respiração, puxou a porta, que correu, revelando o interior do guarda roupa. Estava cheio. Ternos, camisas, gravatas, bermudas, calças. O sapateiro estava cheio, haviam tênis, sapatos sociais, chinelos. Ela puxou uma gaveta, e achou as camisas dele, dobradas como se estivessem ali há muito tempo. Puxou outra, e as cuecas dele estavam lá, organizadas por cor, como sempre. Na outra gaveta, cintos.

Joseph: Procurando alguma coisa? – Perguntou, divertido, encostado na porta do Closet, atrás dela. Demetria virou o rosto, exasperado e assustado, para encará-lo.

Demetria: O que... saia da minha casa! Saia agora! – Ordenou, furiosa, confusa, e viu ele rir, se afastando.

Ela o seguiu, consternada. Ele andava tranquilamente, descontraído.

Demetria: O que faz aqui? – Perguntou, irritada.

Joseph: Ma belle, eu moro aqui. – Disse, parecendo surpreso pela pergunta.

Demetria observou ele se sentar no lado em que ele deitava em sua cama, e empedrou, horrorizada, olhando-o.

Demetria: Eu vou chamar a policia. Saia daqui, Joseph. – Rosnou.

Joseph: Casamento com divisão de bens. Este apartamento está no nome de nós dois. A policia nada vai fazer. – Ele afofou o travesseiro.

Demetria: Você... você enlouqueceu! Você não mora aqui! – Gritou, exasperada.

Joseph: Quatro anos. – Disse, se recostando no travesseiro que afofara – E você não trocou a chave da porta. Você não ocupou meu guarda roupa. Você manteve até a minha poltrona, no mesmo lugar, na sala. – Ele viu Demetria ruborizar, consternada – Você sabia que eu iria voltar. Queria que eu voltasse.

Demetria: Enlouqueceu. – Murmurou – Saia da minha cama. Saia da minha casa.

Joseph: Você também não se desfez disso, apesar de não usá-la onde deveria. – Comentou, erguendo a mão com uma aliança dourada na palma. Demetria estremeceu. – Largada, no fundo de uma gaveta. – Ele balançou o rosto com desgosto – No lugar errado, mas ainda assim, não se desfez. – Assinalou.

Demetria: Suma da minha vida, Joseph! – Quase gritou, recuando.

Joseph: Você nunca foi histérica. Não é agora que vai ser. – Repreendeu, e ela gemeu, exasperada. Ele sorriu com o som do gemido dela. – Porque não vem até aqui? – Ele tocou no linho branco ao seu lado.

Demetria: Vá pro inferno. – Murmurou, exaltada.

Joseph: Bela camisola. Usava umas iguais a esta, antes. – Disse, observando-a, e Demetria estava subitamente consciente de suas coxas expostas.

Mas não era intencional. Londres era fria na maior parte do tempo, mas Demetria não conseguia dormir coberta. Suas camisolas e seus pijamas eram curtos e sem mangas. Demetria, ruborizando barbaramente, saiu dali. Quem ele pensava que era? Voltava pra sua vida depois de tudo, como se nada tivesse acontecido, ainda queria levá-la para cama? Ela foi até a sala, pronta pra vestir um sobretudo e sair de casa. Então ele, vendo o que ela fazia, puxou-a com tudo pelo braço e a prensou contra sua poltrona. Era de couro negro, de costas altas, confortável. Demetria não queria senti-lo. Mas ali, prensada entre ele e a poltrona, era impossível. Sua camisola era curta demais e ele era muito homem para que ela conseguisse senti-lo. Joseph meio que resmungou algo, saudoso, e beijou o ombro dela de leve. Demetria rosnou, com mil lembranças vindo em sua cabeça, e ele sorriu.

Joseph: Lembra-se, ma belle? – Perguntou, no ouvido dela, e ela olhou pra frente, evitando encontrar seu olhar – Essa poltrona. Lembra-se de quantas vezes lhe fiz amor nela? – Demetria se arrepiou, involuntariamente, lutando contra as lembranças, e ele viu isso – Ah, sim, você lembra. – Disse, satisfeito – Lembra-se de como, as vezes, terminávamos no chão?

Demetria: Pare com isso. – Pediu, atordoada. Não queria lembrar.

Joseph: Às vezes eu tinha algum documento à mão, estava revisando-o. Você vinha, me sondava, me beijava, acarinhava. – Demetria se debateu contra os braços dele com toda sua força, inutilmente. Joseph só fez apertá-la ainda mais, mantendo-a ali – Ah, sim. Quando eu a acusava por me seduzir, você corava, tal como está corando agora. – Ele beijou o rosto dela que choramingou, em sua prisão, os braços dele – Então me tomava os documentos, e jogava-os longe. Montava no meu colo, me provocava, e sussurrava em meu ouvido.

Demetria: Pelo amor de Deus. – Grunhiu, atordoada.

Joseph: Em seus sussurros, me pedia que lhe fizesse mulher. – Lembrou, e Demetria estava à beira de lagrimas – E eu atendia, com ardor. Ouvia seus gemidos, sentia seus estremecimentos. – Demetria cerrou os olhos, estava perdendo a batalha, as lembranças tomavam conta dela – E sabe, Ma Belle, durante esses 4 anos que estive longe, eu nunca procurei outra.

Demetria: Vá pro inferno. – Rosnou, agora furiosa.

Joseph: Mesmo passando noites rolando na cama, agonizando por uma mulher, eu não procurei. Era você que eu queria. – Ela foi se contraindo nos braços dele. Não queria ouvir – Entretanto, agora, que enfim me senti em paz para voltar, você foge de mim como se eu fosse lhe infligir dor. – Ele soltou ela, que se afastou rapidamente, tomando distancia.

Demetria: Não pode me infligir mais dor do que já fez. – Disse, e seus olhos estavam vermelhos – Não pode mais me machucar. Já chegou ao ponto máximo. Me feriu até onde eu não achava ser capaz. Saia da minha casa. Suma de novo
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Proximo Capitulo....